No Velho Continente o 500e nunca foi opção, até porque o fabricante italiano chegou a revelar que perdia dinheiro com a produção do modelo: prejuízo de 20 mil dólares (cerca 17 mil euros) em cada 500 elétrico vendido. Sergio Marchionne, então CEO da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), chegou mesmo a lançar um repto aos clientes da marca e adeptos da tecnologia: «Não comprem!».
Mas, foi ainda com Marchionne aos comandos da FCA, que o plano estratégico da marca virou do avesso. E a prioridade passa agora por uma aposta forte e decidida numa nova gama de modelos eletrificados, incluindo versões híbridas do 500X e do 500L, uma inédita versão Giardiniera, inspirada na mítica carrinha compacta da década de 60, e uma segunda geração do modelo 500e, com lançamento garantido na Europa, em 2020.
O futuro 500e será contruído sobre a plataforma da nova geração 500, que servirá também o vindouro Panda, e terá um novo sistema de propulsão 100% elétrico, que deverá permitir autonomia um pouco, mesmo que bastante condicionado pelo espaço limitado para a instalação do pacote de baterias e o carater vincadamente urbano do icónico modelo italiano
A Fiat apresentou em 2013 uma versão 100% eléctrica do Fiat 500, que se comercializa apenas nos Estados Unidos, com mais sucesso na Califórnia, onde a tecnologia é muito popular e o automóvel é fundamental para que a marca italiana cumpra metas de consumos e emissões.
O 500e que se comercializa atualmente tem autonomia a rondar os 150 km, valor que combina bem com as formas compactas e tão aptas para a circulação urbana. O motor elétrico rende 111 cv e 200 Nm, o suficiente para garantir excelente desembaraço nas voltinhas de todos os dias na urbe e velocidade máxima de 142 km/h.