Ao fim de 13 horas de negociação, segundo avança a agencia Lusa, a ministra do Ambiente da Áustria, Elisabeth Kostinger, anunciava o voto favorável de 20 dos 28 Estados-membros para o seu compromisso que prevê uma descida de 35% das emissões médias das viaturas novas em 2030.
"Estamos aliviados", felicitou-se, ontem à noite, em declarações aos jornalistas, a ministra do Ambiente da Áustria, Elisabeth Kostinger.
Segundo a mesma fonte, as negociações terão sido mais demoradas pela posição inicial de países como a Alemanha, em defesa de metas mais dóceis, tendo o executivo germânico acabado por votar a favor do texto proposto por Viena. Tal como a França, cujo ministro do Ambiente, François de Rugy, tinha defendido uma redução de 40%.
"É um grande passo em frente para a realização dos nossos compromissos no quadro dos acordos de Paris", congratulou-se o comissário europeu com a pasta das Alterações Climáticas, Miguel Arias Canete.
Ao contrário, o grupo de organizações não-governamentais (ONG) agrupadas sob a designação Transporte e Ambiente definiu os novos objetivos como "decepcionantes".
"A Comissão e alguns Estados-membros recuaram em relação à sua responsabilidade de liderança na luta contra o aquecimento global, colocando os interesses dos construtores automóveis em primeiro plano", criticou um dirigente daquele agrupamento de ONG, Greg Archer.
A meta fixada para 2030 é mais ambiciosa do que a proposta pela Comissão Europeia no final de 2017, que apontava para uma redução média de 30% em 2030, mas é imposição mais branda do que os 40% aprovados no início de outubro, no Parlamento Europeu.