Se não existir novo adiamento, o carregamento de automóveis elétricos em postos públicos passa mesmo a ser pago a partir do próximo dia 1 de novembro de 2018. Mas, a que preço afinal?
A menos de duas semanas da entrada em vigor de novas regras, seria de esperar que fossem já conhecidos os tarifários deste serviço. “Vamos arrancar com os pagamentos dos carros elétricos na rede a partir de 1 de novembro. Teremos em meados de outubro um acordo com os operadores de pontos de carregamento”, revelava no verão o secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, numa conferência sobre mobilidade.
Mas, valores concretos ainda não existem!
É certo que o serviço pago irá apenas abranger para já os postos rápidos (PCR), com rumores que apontam para preços que oscilam entre os 5 e os 10 euros por cada 100 km, distantes do teto de 4,8 euros por cada carregamento que, por exemplo, a EDP chegou a anunciar...
O que será cobrado?
A Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) publicou recentemente uma simulação em que explica que em cada carregamento serão cobrados três custos: o custo do Operador do Posto de Carregamento (OPC), que inclui a tarifa de ativação do posto (dependendo de cada operador e única por carregamento), o tempo de utilização do posto (este custo poderá ser cobrado por kWh, ou por minuto, dependendo do critério usado por cada operador); uma a tarifa do Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME), que consiste no custo da energia disponibilizada poderá será cobrado por kWh ou por minuto e taxas… Muitas taxas. Taxa de Acesso à rede (taxa parcialmente subvencionada pelo Governo); IEC – Imposto Especial de Consumo; Gestão da rede – taxa Mobi.e (de momento não é cobrada).
E no resto da rede?
O pagamento nos restantes postos de carregamento deverá começar só no próximo ano.
Ou seja, pode continuar a abastecer o seu automóvel elétrico a custo zero em qualquer posto Mobi.e com menor capacidade.