O sistema de travagem inclui discos cerâmicos, no Edition 1. Nas outras versões, este equipamento paga-se. Preço: 5200 € Na consola entre os bancos dianteiros, comando rotativo e ‘touchpach’ para controlo de muitos sistemas de bordo, como o info-entretenimento Na coluna da direção, junto ao volante, seletor da caixa e patilhas para comando sequencial do programa manual, muito desportivo A inscrição metálica Edition 1 debaixo o logotipo da AMG e os pespontos amarelos no volante são elementos específicos da edição limitada No ‘cockpit’, apresentação desportiva e qualidade muito acima da média Na comparação com o GLC, o Coupé ‘perde’ somente no espaço em altura nos bancos de trás, devido ao desenho da carroçaria No painel de instrumentos, ao centro, apresentação do modo de funcionamento de sistemas do automóvel, do amortecimento ao motor Sobrealimentado por dois turbocompressores, o motor V8 4.0 é ‘eletrizante’, com 700 Nm ativos às 1750 rpm Cumprindo-se a tradição, V8 assinado pelo autor da montagem Os bancos Performance AMG, integrais, possuem regulações elétricas e revestimentos em pele. Os apoios são excecionais. Custam 2400 € No catálogo do GLC Coupé, 250 d de 204 cv por 68.400 € e três versões AMG, com 367 cv (43, 94.650 €), 476 cv (63, 125.200 €) e este 63 S No sistema 4Matic+, a repartição do binário entre eixos é regulada continuamente. O programa Race direciona-o todo para trás e desliga o ESP. Nesta configuração, que... ‘fera’!

Mercedes-AMG GLC 63 S 4Matic+ Coupé

Força especial

TESTE

Por José Caetano 13-10-2018 09:00

Fotos: Gonçalo Martins

A procura do formato Sport Utility Vehicle não para de aumentar nos quatro cantos do Mundo – no 1.º semestre do ano, anuncia-o a consultora JATO Dynamics, que somou os registos de 56 mercados em quatro continentes, a espécie representou 34% das matrículas de automóveis novos (ou 14,95 milhões de viaturas!), contra 30,9% no mesmo período de 2017. A arquitetura da moda atrai o investimento dos construtores, facto na origem do crescimento rápido do número de subespécies, como a dos desportivos, que também tem cada vez mais indivíduos, como este Mercedes-AMG GLC 63 S 4Matic+ Coupé.

O GLC Coupé (C253) deriva do GLC (X253) que sucedeu ao GLK (X204) em 2015. A base é a mesma – trata-se da plataforma Modular Rear Architecture (MRA) que a Mercedes estreou em 2014, na 4.ª geração do Classe C (W205) –, diferenciando-os os desenhos e as dimensões das carroçarias – no 1.º, silhueta desportiva, com a linha descendente do tejadilho dos pilares B para trás a conferir-lhe identidade visual exclusiva. Mas, além da secção posterior específica, o adversário do BMW X4 tem, igualmente, suspensão que reduz a altura livre ao solo em 1,5 cm, fórmula com vantagens – beneficia a dinâmica, por garantir mais agilidade em curva – e desvantagens – penaliza o conforto de rolamento, por reduzir a capacidade do amortecimento na filtragem das irregularidades do piso.

Insistindo-se no frente a frente com o GLC, o Coupé é mais comprido, largo e baixo, mas os dois modelos partilham a distância entre eixos. Na habitabilidade, quotas muito semelhantes, mas existem menos centímetros em altura nos lugares traseiros no segundo (eventualmente, problema só para indivíduos com mais de 1,8 metros!), pela mesma razão que a variante mais desportiva tem bagageira com menos 50 litros de capacidade: a arquitetura da secção posterior da carroçaria. Ou, privilegiando-se a forma à função... Precisando-se de espaço para carga, hipótese de rebatimento dos encostos dos bancos de trás.

Na 63 S, além da caixa automática de 9 velocidade e da tração integral que equipam de série todos os GLC Coupé, incluindo o 250 d com turbodiesel de 204 cv, suspensão com Air Body Control, nome com que a Mercedes designa sistema de molas pneumáticas. O equipamento não melhora os ângulos TT do Mercedes, piores que os do GLC, mas este automóvel encontra-se ainda mais orientado para o asfalto do que a maioria dos SUV… Confirma-o, por exemplo, a ausência do pacote «Off Road» da tabela de equipamentos opcionais, ao contrário do que sucede no catálogo do adversário do X3. Mas, AMG fora de estrada?! Os 17,1 cm de altura livre ao solo – contra os 20,4 cm no X4 ou os 21 cm no F-Pace, para considerarmos concorrente diferente... –, desaconselham-no.

Chassis espantoso, mecânica fora de série

Recuperando a caixa e a tração integral, nos AMG GLC Coupé, especificações à medida. Em qualquer dos casos, as intervenções realizadas privilegiaram o aumento da rapidez de funcionamento e a dinâmica na condução. O condutor dispõe de modo manual que seleciona sequencialmente em patilhas no volante. No modo automático, a velocidade de passagem das relações (nove) varia em função do programa de ação selecionado no AMG Dynamic Select, com comando na consola entre os bancos dianteiros, à esquerda dos dois seletores que controlam o funcionamento do infoentretenimento (o rotativo e o touchpad). Existem cinco opções: Confort, Sport, Sport Plus, Individual e Race.

O AMG Dynamic Select intervém tanto na rapidez de resposta do motor ao acelerador, como nas atuações de caixa, tração integral e controlo de estabilidade. Existem botões específicos para intervenção no comportamento da suspensão e até na sonoridade do escape. Por exemplo, no caso do sistema de tração 4Matic+, a repartição do binário entre eixos é regulada continuamente em função da aderência, mas a seleção Race direciona-o todo para trás, para experiência de condução superdesportiva. Simultaneamente, desliga-se o ESP. Nesta configuração, com tanta potência à solta, recomenda-se prudência, mas a fera doma-se sem (grandes) dores de cabeça, por dispor de chassis espantoso, que não perde a postura com facilidade.

A suspensão com amortecimento pneumático Air Body Control, em combinação com direção e travões (discos cerâmicos por 5200 € ou integrados no pacote Edition 1), é responsável pela dinâmica incrível do GLC Coupé. Existem três níveis de firmeza, mas até o mais moderado garante controlo ótimo dos movimentos da carroçaria em curva, durante as transferências de massa. Assim, agilidade, precisão e segurança sem penalização grave do conforto de rolamento, que resiste até à dimensão «XXL» das rodas (21’’).

Finalmente, o motor

O V8 é monstruoso, com os 700 Nm de binário disponíveis logo às 1750 rpm a garantirem reação poderosíssima a qualquer movimento no pedal mais à direita. O poder de aceleração e recuperação impressiona (recorde-se que falamos de automóvel que pesa mais de 2000 kg!), com o débito de energia a travar tão-somente acima das 6000 rpm. O calcanhar de Aquiles, sem surpresa, reside no consumo, muito dependente do tipo de condução. Sem surpresa.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

MERCEDES AMG

GLC 63 S 4MATIC+ COUPÉ

Motor
Arquitetura 8 cilindros em V
Capacidade 3982 cc
Alimentação Injeção direta, turbo, intercooler
Distribuição 2x2 a.c.c./32 v
Potência 510 cv/5500-6250 rpm
Binário 700 Nm/1750-4500 rpm
Transmissão
Tração Integral, permanente
Caixa de velocidades Automática de 9 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. multibraços, pneumática
Suspensão T Ind. multibraços, pneumática
Travões F/T Discos ventilados (390/360 mm)
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/12,1 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,745/1,931/1,578 m
Distância entre eixos 2,873m
Mala 500-1400 litros
Depósito de combustível 66 litros
Pneus F 9,5jx20-265/45 R20
Pneus T 10jx20-295/40 R20
Peso 2020 kg
Relação peso/potência 3,96 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 280 km/h
Acel. 0-100 km/h 3,8 s
Consumo médio 11,7 l/100 km
Emissões de CO2 267 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/30 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 894,8 €

Medições

MERCEDES

Acelerações
0-50 km/h 1,5 s
0-100 / 130 km/h 3,9/5,9 s
0-400 / 0-1000 m 11/22 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 2,1 s
60-100 km/h (D) 2,5 s
80-120 km/h (D) 2,7 s
Travagem
100-0/50-0km/h 36,2/9 m
Consumos
Consumo médio 15,4 l/100km
Autonomia 428 km

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