A confissão de Lewis Hamilton: «Sofri ‘bullying’ na escola»

Fórmula 1

Por Gabriela Melo 09-11-2019 10:36

Fotos: AP

Garantido o sexto título, Lewis Hamilton regressa à infância para recordar vivências que moldaram a personalidade. Filho de descendente de africanos e de caucasiana, o britânico considera-se negro e tem contado como as suas experiências de vida, como o bullying na escola, moldaram a personalidade.

«Sofri bullying na escola. Não era um miúdo grande, era dos mais pequenos, e lembro-me de ser gozado. Recordo-me de perguntar ao meu pai se podia aprender karaté. Queria poder defender-me. As famílias de miúdos alvo de bulliyng deviam colocá-los a aprender karaté ou outro tipo de arte marcial porque dá imensa confiança para se sair à rua», contou o britânico, em entrevista à Eleven Sports, referindo-se ao uso de força física, ameaça ou coerção, para abusar, intimidar ou dominar agressivamente outras pessoas de forma frequente e habitual, normalmente mais associado às escolas.

Lewis Hamilton é filho de dois britânicos, Anthony Hamilton e Carmen Larbalestier, mas o pai é um afrodescendente. Por isso, o campeão mundial tem fisionomia a refletir a miscigenação e considera-se negro. Do segundo casamento do pai com Linda Hamilton nasceu uma das suas inspirações, o meio irmão Nicolas Nic Hamilton, que compete no Campeonato Britânico de Carros de Turismo, num carro especialmente modificado por sofrer de paralisia cerebral. «Gosto da ideia de conseguir levantar-me após cair. Levantar-me e seguir o meu caminho. Lembro-me do meu irmão, que cresceu com tantas limitações. Ele cairia e levantar-se-ia imediatamente sem nunca reclamar», justifica o piloto de fórmula 1, sete anos mais velho.

O falecido brasileiro Ayrton Senna, cujo legado é recordado, hoje, no parque urbano Ibirapuera, em São Paulo, quando passam 25 anos do trágico falecimento, é outro dos seus ídolos. Aos 34 anos de vida e de morte, Lewis Hamilton já é comparado ao brasileiro, embora já detenha o dobro dos títulos mundiais. Já usou um capacete alusivo a Ayrton Senna no Grande Prémio do Brasil de 2011. Pessoas que «alcançaram feitos notáveis e passaram por momentos difíceis para recuperaram e reagirem, alcançando, de novo, grandes feitos» estão no imaginário do piloto da Mercedes. «Tento fazer o mesmo, à minha maneira.»

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Chvaina
11-11-2019 06:19

Abola preciso vos esclarecer que Africano não é una raça. Caso não saibam existem Africanos negros brancos mistos etc etc. Assim como ha Europeus brancos negros mistos... N misturem as coisas sff. Vcs tem responsabilidade educativa. Hamilton filho de negro e branco ponto.

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