Em dia do 71.º aniversário, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu a visita e «a prenda» da presença de Miguel Oliveira no programa Desportistas no Palácio de Belém, com a ambição reiterada de se sagrar campeão mundial de MotoGP nos próximos três anos.
Os alunos oriundos do Seixal e de Felgueiras cantaram «parabéns» a Rebelo de Sousa pelo 71.º aniversário, mas as atenções centraram-se no único português pertencente à elite mundial de motociclismo, sobre o qual se apresentaram com a lição bem estudada. «Vieram ver um grande, grande campeão. Alguns de vocês gostariam de imitá-lo», já tinha admitido o Presidente da República, dirigindo-se aos alunos.
E é certo que entre conselhos sobre a importância da família, dos estudos ou do trabalho - antecipa «ao detalhe», na véspera, todos os aspetos das corridas -, Miguel Oliveira assumiu a ambição de se sagrar campeão mundial em pouco tempo. «É objetivo a três anos. Colocarei todas as ferramentas e as mãos na obra pelo objetivo», respondeu o piloto a um aluno. «Sei que tenho capacidade para lutar por pódios. Para já, continuar focado no trabalho, tirar o maior partido da moto e, passo a passo, pensar nas minhas metas.»
É com a KTM que o português da satélite Tech 3 pretende concretizar o objetivo, apesar do recente desentendimento com a casa-mãe relativamente à escolha dos pilotos de fábrica, agora desvalorizado. «Toda a gente está feliz com o meu desempenho. É claro para a KTM que os pilotos principais sou eu e o Pol Espargaró e estou focado nisso», disse o piloto de Almada à margem do evento, antes de evitar o tema.
Embora ainda não esteja totalmente recuperado da recente cirurgia ao ombro direito, Oliveira antecipou «ano fantástico em 2020, para consolidar posição no campeonato e garantir os seguintes».