Nissan vai produzir fibra de carbono para automóveis de todos os dias

Marca japonesa está a desenvolver novo método que permite reduzir o tempo de desenvolvimento dos componentes em até 50% e ciclo de moldagem em até 80%, tornando a tecnologia muito mais acessível.

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Por Vitor M. da Silva 07-09-2020 16:42

A fibra de carbono é material nobre até agora exclusivo dos modelos de competição, dos mais sofisticados topos de gama e dos mais velozes superdesportivos. Muito leve e resistente, este componente também é caríssimo de produzir, o que explica a sua utilização restrita na indústria automóvel. Agora, a Nissan anunciou um novo método C-RTM de produção de fibra de carbono a baixos custos, reduzindo significativamente os tempos de todo o processo.

Este material pode ser utilizado para baixar o centro de gravidade dos automóveis quando utilizado em peças da parte superior da carroçaria, tornando-os mais ágeis e emocionantes de conduzir, mas também para criar modelos mais seguros e mais eficientes em termos de consumo. Contudo, trata-se de um material dispendioso comparativamente a outros materiais, como o aço. Este facto, em conjunto com a dificuldade em moldar peças em CFRP, dificulta a produção em série de componentes automóveis a partir deste material. Mas a marca japonesa diz estar preparada para democratizar a produção de CFRP (plástico reforçado em fibra de carbono), conseguindo o tempo de criação de componentes em cerca de metade e o ciclo de produção através de moldes em cerca de 80% comparativamente com métodos tradicionais.

A Nissan desenvolveu uma nova abordagem face ao método de produção existente, denominado Moldagem por Transferência de Resina com Compressão. O método existente consiste na moldagem da fibra de carbono de acordo com a forma pretendida, sendo depois colocada num molde com uma ligeira folga entre o molde superior e a fibra de carbono. De seguida, é injetada resina na fibra e aguarda-se até ao endurecimento.

A marca explica que “os engenheiros da Nissan desenvolveram técnicas que simulam com precisão a permeabilidade da resina na fibra de carbono, visualizando o comportamento de fluxo da resina num molde, utilizando para isso um sensor de temperatura integrado no molde e um molde transparente. Desta simulação bem-sucedida resultou a produção de componentes de elevada qualidade com um reduzido tempo de desenvolvimento”.

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