Albuquerque 'formaliza' título mundial de resistência

Félix da Costa procura 2.ª posição na categoria LMP2 e Lamy regressa ao campeonato

Automobilismo

Por José Caetano 12-11-2020 16:41

Filipe Albuquerque prepara-se para comemorar a vitória na edição 2020-21 do Mundial de Resistência (WEC). O piloto português, partilhando a condução do Oreca 07-Gibson #22 da United Autosports com os britânicos Philip Hanson e Paul Di Resta, encontra-se no circuito de Sahkir, no Bahrein, para participar na maratona de 8 Horas que coloca um ponto final na temporada 2020-21. E a conquista do título depende só da participação na corrida.

 

Albuquerque apresenta-se no Bahrein depois de ganhar quatro corridas consecutivas no WEC, na categoria LMP2, incluindo as 24 Horas de Le Mans. Curiosamente, esta série iniciou-se com vitória noutra corrida de 8 Horas, também em Sakhir, a 14 de dezembro de 2019. Depois, a expansão rápida da pandemia da COVID-19 obrigou à reformulação do calendário do campeonato.

 

No Bahrein, a qualificação realiza-se amanhã e a corrida no sábado, com início marcado para as 11h00. “É a última prova do ano e queremos muito vencê-la para terminarmos o ano de forma muito positiva! Tenho orgulho no que fizemos e no que ganhámos durante ano que classifico como a melhor da minha carreira”, disse Albuquerque, que assegura a vítória no WEC depois de ganhar Le Mans e o título no European Le Mans Series.

 

Também para António Félix da Costa, no Bahrein, ponto final numa época fantástica. O piloto de Cascais, com a DS Techeetah, venceu o campeonato de Fórmula E, um título a que pode somar uma 2.ª posição no WEC, igualmente na categoria LMP2, depois do 2.º lugar na corrida mais mediática do campeonato (Le Mans).

 

Félix da Costa venceu a terceira ronda da temporada (as 4 Horas de Shanghai, na China, a 2 de novembro de 2019), ao volante do Oreca 07-Gibson #38 da escuderia Jota Sport, máquina que partilha com o mexicano Roberto González e o inglês Anthony Davidson. O português encontra-se na 4.ª posição do campeonato de pilotos, com 125 pontos, a 31 de Paul di Resta e 46 de Albuquerque e Hanson. A vitória vale 38 pontos e há ponto de bónus para a ‘pole position’.

 

No Bahrein, adeus a era no WEC, com o ponto final na carreira dos LMP1 – em 2021, na categoria principal do Mundial de Resistência, hipercarros em vez de protótipos. Na Toyota, despedida do TS050 Hybrid, que ganhou 18 das 33 corridas em que participou desde a estreia no campeonato, em 2016. No mesmo período, a marca venceu os títulos de 2018-19 e 2019-20 e venceu as 24 Horas de Le Mans em 2018, 2019 e 2020.

 

O título na categoria principal do WEC continua por atribuir, com os campeões Buemi, Nakajima e Hartley a disporem de sete pontos de vantagem sobre Comway, Kobayashi e López. Os primeiros tripulam o Toyota TS050 Hybrid #8, enquanto os segundos estão no segundo carro da marca nipónica (#7).

 

Finalmente, no Bahrein, regresso à competição de Pedro Lamy. O piloto português mais bem-sucedido no WEC, com 17 vitórias e um título nem GTE-AM, regressa à categoria e ao campeonato no Aston Martin Vantage GTE #98, em substituição do inglês Richard Westbrook.

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