Lewis Hamilton disse-o, novamente, no fim de grande prémio que venceu pela 4.ª vez, somando 2020 a 2019, 2015 e 2015, registo que iguala recorde de Sebastian Vettel em Sakhir, no Bahrein: «Sabemos os riscos que corremos. A Fórmula 1 é perigosa. Voltar a entrar no carro depois das imagens chocantes que vimos exige determinação e paixão. Felizmente, os progressos na segurança são fantásticos e o Romain escapou quase sem ferimentos de um acidente horrível, sobrevivendo ao fogo e ao risco de decapitação no embate do cockpit com as barreiras metálicas de proteção do circuito».
Hamilton, em poucas palavras, resumiu a história da antepenúltima corrida de 2020. O acidente na curva 4 de Sakhir poucos segundos depois do início do 16.º Grande Prémio do Bahrein surpreendeu tanto pela sequência incrível de imagens, com o francês de 35 anos a emergir do fogo que envolveu o cockpit de Haas-Ferrari dividido em dois após a saída da pista, violentíssima, como pelo facto de Romain Grosjean apresentar somente queimaduras ligeiras nas mãos e nos pés, além de lesões sem gravidade nas costelas – depois de 28 segundos no meio do inferno!
O piloto abandonou o que sobrava do monolugar em chamas sem qualquer apoio e foi transportado a unidade hospitalar de Manana, capital do país insular no Golfo Pérsico, onde passou a noite em observação… É muito pouco provável que possa apresentar-se à partida da 16.ª ronda da temporada, também no Bahrein, na configuração mais veloz de Sakhir, com 3,453 km e 11 curvas. Para domingo, antecipam-se os melhores tempos por volta na história da Fórmula 1.