A Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) defende mudanças no ensino da condução, para que os novos encartados saiam do exame a saber conduzir de forma mais segura em condições de escassa aderência e visibilidade, como que sucedem com chuva.
O presidente da PRP, José Miguel Trigoso, em declarações à TSF, não pede mais campanhas de sensibilização que “dificilmente teriam efeitos práticos”, mas que, na formação, as pessoas percebam bem a relação das distâncias de travagem, as velocidades e a redução do coeficiente de atrito com o piso molhado”, e sublinha que, “para essa matéria ser efetivamente dada, terá de fazer parte dos conteúdos de exame".
Para Trigoso, o último estudo que fizeram, há alguns anos, apontava para uma redução da velocidade média quando chove. Todavia, o líder da PRP considera que “essa diminuição é inferior ao que devia acontecer para manter o mesmo nível de risco provocado pela água na estrada que, naturalmente, aumenta os tempos e espaços de travagem, havendo mais acidentes, em termos médios, com chuva".
"Quando as pessoas vão a uma escola de condução querem acima de tudo ter a carta e não aprender a conduzir", refere, para acrescentar: “não basta ter o conhecimento da velocidade máxima a partir da qual se pode ser multado".