As novas regras sobre emissões, mais restritivas, são ainda mais preocupantes para os construtores de automóveis com motores de combustão interna de grande capacidade e muito potentes, como a Lamborghini e a Bugatti, cujos responsáveis têm bastante em que pensar perante a eletrificação cada vez mais inevitável. No entanto, Stephan Winkelmann, presidente-executivo das duas marcas desportivas e de luxo do Grupo Volkswagen, afirma que ambas tentarão continuar ‘a combustão’ o mais tempo possível.
Durante uma entrevista recente, Winkelmann foi questionado sobre o que o futuro reserva para o motor de combustão na Bugatti, reconhecendo a inevitabilidade de ter de começar a produzir automóveis elétricos no futuro.
“O Chiron é uma peça de colecionador, talvez seja o último da sua geração”, disse Winkelmann. “É o pináculo da tecnologia automóvel atual, possivelmente a última vez que o automóvel terá um motor de combustão com a sua arquitetura [8 litros de 16 cilindros em W e quatro turbos, debitando 1500 cv e 1600 Nm]. Mas é preciso ter em conta que a quilometragem média de um Chiron é de 1500 por ano, e é um carro de muito baixo volume, produzido em menos de 100 unidades anuais. Apesar de se estar a restringir fortemente as emissões em todo o mundo, se for possível queremos manter o motor de combustão o mais tempo possível”.
Winkelmann reconhece que a Bugatti está a planear a produção de um automóvel totalmente elétrico e prevê que este será bem recebido pelos clientes da marca. Todavia, o gestor recusou-se a comentar especulações sobre a possibilidade de a Bugatti ser ‘transferida’ para a Rimac, como contrapartida à Porsche assumir uma participação maior na ‘start-up’ croata especializada em veículos elétricos.