Do Seat 1400 ao ‘tablet’ sobre rodas

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Por Auto Foco 25-02-2021 13:30

Os ecrãs tornaram-se o centro de muitas das nossas atividades e os automóveis não são alheios a esta tendência. O novo Leon, por exemplo, incorpora um ecrã central que, de acordo com Dani Molina, Responsável de Design de Interface do Utilizador na Seat, é o seu cérebro e coração.

Como chegámos ao conceito do interior de tipo ‘tablet’, em que todas as funcionalidades de infotainment estão agrupadas, partindo do que costumava ser um extra no modelo 1400 das décadas de 50 e 60, com um pequeno espaço no painel de instrumentos reservado para o rádio.

Dani Molina explica que a mudança foi clara: "a principal evolução no painel de instrumentos foi que primeiro só tinha um rádio, depois foram adicionadas novas funcionalidades em diferentes botões e alavancas e agora todas estas funcionalidades foram concentradas no ecrã central". Um local para controlar tudo.

Tablet sobre rodas.

Após quatro anos de trabalho de design, uma tarefa partilhada pelos departamentos de interior e digital, o novo Leon poderia ser descrito como um tablet sobre rodas. O painel de instrumentos já não incorpora botões para além dos botões de aviso e de ligar/desligar, uma vez que todas as funções são controladas a partir do ecrã tátil. Um exemplo claro desta revolução, é que desde a terceira geração Leon até à presente, foram eliminados até 20 botões.

Ao contrário das tendências anteriores, no novo Leon o ecrã está numa posição elevada, paralela ao volante. Assim, "o utilizador tem tudo o que precisa na ponta dos dedos e ao alcance da vista", explica o designer da IU. O sistema, desenvolvido na premissa da horizontalidade, é configurado num máximo de dois cliques para alcançar as principais funcionalidades de condução, "uma para ver o estado e outro para as ligar ou desligar", acrescenta.

Dois cliques

É precisamente este sistema de dois cliques que é fundamental para a conceção da interface do utilizador, que tem um objetivo básico: otimizar a interação entre o utilizador e a máquina. "Se se pode fazer algo em dois cliques, porquê fazê-lo em três?" explica. É por isso que, por detrás do ecrã do novo Leon, há milhares de testes com utilizadores para determinar a melhor forma de orientar a visualização e promover uma interação eficiente. "Se desenhamos ícones bonitos, mas o utilizador não os compreende, então não fizemos o nosso trabalho corretamente", acrescenta.

Uma porta aberta para o futuro. A este nível tecnológico, a questão é o que vem a seguir. Para Dani Molina, o passo seguinte é a humanização. As respostas do automóvel deixarão de ser pop-ups e serão personalizadas numa espécie de diálogo: "é muito importante que o automóvel deixe claro que está a ouvir os pedidos do utilizador, que este não está a falar sozinho, e que responde de uma forma mais humana, assistida e mais rápida". E para além do ecrã, "um dia, as imagens poderiam até ser projetadas no para-brisas como respostas", concluiu.

Do 1400 ao Leon

Com o seu lançamento em 1953, o SEAT 1400 deu o primeiro passo no sentido da consolidação da empresa. A berlina arredondada, de quatro portas deixou a fábrica da Zona Franca para se tornar um sucesso de vendas: apesar de ter um volume de produção muito inferior ao de hoje (cinco carros por dia), 98.978 unidades foram vendidas até ao final da sua comercialização. Em termos de elementos de infotainment, incorporou apenas um pequeno rádio ajustável com botões e rodas, um claro precedente do que está agora incluído na consola do novo Leon, juntamente com muitas outras funcionalidades. Por outro lado, o Seat Leon, com 21 anos de história e quatro gerações, é atualmente o modelo mais vendido da marca, com 2.200.000 unidades em toda a sua história. Os avanços tecnológicos tanto no fabrico como no desenvolvimento exterior e interior do automóvel fazem dele o veículo mais tecnológico da Seat, com cinco opções de motor e um ecrã central que facilita uma condução eficiente, potenciando também o infotainment.

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