De clientes dispostos a pagar mais de 5 milhões por um automóvel esperam-se pedidos… especiais. E quando o comprador de um dos 40 Bugatti Divo produzidos escolheu uma configuração de apenas duas cores a imitar uma Joaninha, não foi claramente o desejo mais excêntrico a chegar ao gabinete de estilo da marca de Molsheim, em França. Pelo menos, no papel…
Quase dois anos e muitas dores de cabeça depois, a Bugatti não tem dúvidas em afirmar que o Divo ‘Lady Bug’ (Joaninha, em português) entregue no início do ano ao seu proprietário foi dos projetos mais complicados de sempre para o construtor.
Só para acertar o padrão de pequenos diamantes a negro, em vez de pintas, demoraram meio ano!
Depois, foi preciso traduzir os desenhos CAD bidimensionais para a superfície tridimensional da carroçaria ondulada do Divo, que exigiu vários ajustes em aproximadamente 1.600 diamantes que compõem o design. E sempre respeitando a forma geométrica para o desejado efeito de desvanecimento algorítmico, explicou a Bugatti. Os designers inicialmente imprimiram cada diamante numa película de transferência, para depois procederem à sua aplicação com toda a precisão no carro.

Ao todo foram 18 meses dedicados ao acabamento deste ‘Lady Bug’, que esteve para nunca ver a luza do dia, por ser tão complicado de criar.
“Cada manobra tem de estar certa nesta árdua trefa, por isso decidimos fazer outro ensaio antes da etapa final do trabalho. Porque só temos uma oportunidade no carro do cliente. Exatamente por isso é que tinha de ser perfeito”, revela Dirk Hinze, do gabinete de personalização da Bugatti.