O promotor do WRC anunciou revisão do calendário do Mundial de 2021, integrando o Acrópole, na Grécia, no mapa do campeonato, com ronda 10 da temporada, no lugar do Chile, que ‘sai de cena’ devido aos desenvolvimentos negativos da pandemia da Covid-19. O rali, o antepenúltimo da época, realizar-se-á entre 9 e 12 de setembro, em piso de terra e com partida simbólica do templo mais famoso de Atenas.
O Rali da Acrópole integrou o calendário da primeira edição do Mundial, em 1973, e os planos do promotor passam pela manutenção da prova no campeonato, como demonstra a assinatura de contrato plurianual com as autoridades gregas. A prova é realizada desde 1951 e teve 38 edições que pontuaram para o WRC. Colin McRae, com cinco triunfos, é o piloto mais bem-sucedido na competição. Na galeria de vencedores, outros ‘monstros’ dos ralis, como Sébastien Loeb, Juha Kankkunen, Walter Röhrl ou Carlos Sainz.
O próprio presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Jean Todt, esteve no rali a comemorar 70 anos em muitas ocasiões, primeiro como copiloto (1970- 1981), depois como diretor da equipa Peugeot (1985-1986). Na última edição pontuável para o Mundial, em 2013, vitória de Jari-Matti Latvala, num VW Polo R WRC. Atualmente, o finlandês é o responsável da Toyota, que tem o francês Sébastien Loeb como ‘ponta de lança’ – há oito anos, o campeão mundial foi apenas 10.º.
Este ano, no WRC, depois de realizadas apenas dois ralis (Monte Carlo e Ártico), jovem de 20 anos na liderança do Mundial: Kalle Rovanperä (Toyota). O piloto finlandês soma 39 pontos, mais quatro do que o Thierry Neuville (Hyundai) e Sébastien Ogier (Toyota). O campeonato regressa a 22 de abril, com o Rali da Croácia. Depois, Mundial de volta a Portugal, entre 20 e 23 de maio.