Lotus Emira. O último dos moicanos

Fim de ciclo na história da marca fundada por Colin Chapman, em 1948, no Reino Unido. O Lotus Emira será o último desportivo do construtor britânico equipado com motores de combustão.

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Por VM 08-07-2021 15:16

Sem lançar um novo modelo há mais de uma década, a Lotus deposita no Emira a responsabilidade enorme de fechar um ciclo no seio de fabricante com mais de setenta anos de história: não é apenas o modelo encarregue de substituir as referências Elise, Exige e Evora no catálogo da marca britânica; o Emira será também o último a sair da fábrica de Hethel com motor de combustão.

Daqui para a frente, a começar no supercarro Evija, só elétricos.

Não são conhecidas todas as credenciais do Emira, mas a Lotus anuncia potências entre 365 cv  e 405 cv, enquanto o binário máximo rondará 400 Nm, para medição de 0 a 100 km/h em cerca de 4 segundos.

Mais: sabe-se que o novo tração traseira britânico estará disponível com duas motorizações distintas, com o V6 de origem Toyota que já equipa os modelos Evora e Exige, e uma nova opção de quatro cilindros da AMG — o mais potente do mundo —, versão revista do Mercedes-AMG A 45.

Com apenas dois lugares, o Emira mede 4412 mm de comprimento, 1895 mm de largura e 1225 mm de altura, mantendo os 2575 mm de distância entre eixos do Evora. Com vias mais largas e rodas de 20? de série, a marca anuncia progressos em matéria de eficácia, sendo que a nova arquitetura também permite cotas de habitabilidade mais generosas.

Sinais dos tempos, o emblema ‘purista’ de Hethel, agora sob a égide da Geely, não dispensa as tecnologias modernas. No interior, destaque para os dois painéis digitais, um para a instrumentação com 12,3? e outro para o infoentretenimento, a medir 10,25?, além das já normativas ajudas à condução, como o cruise control adaptativo, alerta de colisão frontal, deteção de sinais de trânsito e até o alerta de saída de faixa.

Lançamento previsto na primavera de 2022.

 

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