A capota rígida retrátil acionada eletricamente não agradou apenas aos clientes da Mercedes. Existem muitas outras marcas premium com descapotáveis se tejadilhos têxteis. Ainda assim, os estrategas de produto da marca de Estugarda continuam a preferir fórmulas diferenciadas para os seus desportivos. No SL, regresso ao teto em lona, estrutura com manuseamento simples, desenho elegante e muito pouco espaçosa.
A geração nova do roadster (R232) só chegará a Portugal no início do próximo ano, estreando-se sobre a moderna plataforma em alumínio MRA e anunciando progressos importantes na rigidez torsional, até 50% superior. O modelo beneficiou da experiência adquirida no processo de conceção dos superdesportivos da AMG, nomeadamente no domínio da construção com materiais que combinam leveza e rigidez. Adotando mais materiais leve, a marca da estrela produziu roadster com as características que explicam as letras «SL», acrónimo das palavras alemãs Sport Leicht, que significam, traduzindo-as livremente, superleve.

Na perseguição deste objetivo de excelência, cada grama contou. A capota, em lona de três camadas com óculo em vidro aquecido, permitiu poupar cerca de 21 kg no peso final. A estrutura recolhe eletricamente e arruma-se em cerca de 15 segundos no compartimento dedicado atrás dos bancos posteriores (configuração 2+2), sem roubar muito espaço à mala. A operação realiza-se em andamento até 50 km/h.
A opção do teto em lona também influencia a dinâmica, com a marca alemã a anunciar redução valiosa no centro de gravidade, para condução ainda mais desportiva.
Com 4705 mm de comprimento, 1915 mm de largura e 1359 mm de altura, o novo SL está mais comprido (8,8 cm) e largo (38 cm), sendo que a distância entre eixos aumentou 117 mm para um total de 2700 mm.
No conjunto que é francamente imponente e desportivo destacam-se também vários elementos de inspiração retro. A começar pela grelha Panamericana, com clara ligação ao 300 SL com que a Mercedes alinhou na mítica prova mexicana na década de 50. Já ‘importados’ do tecnológico e muito moderno Classe S, os puxadores das portas escamoteáveis

Já no interior, destaque para o sistema MBUX com um ecrã tátil com 11,9 polegadas, disposto na vertical acima da consola central e que pode ser inclinado entre 12 e 32 graus. No painel de instrumentos, visor com 12,3 polegadas, combinado com head-up display com sistema de realidade aumentada.
No lançamento, duas versões: o SL 55 e o SL 63, ambas equipadas com o motor V8 4.0 biturbo, nas variantes de 476 cv e 700 Nm ou 585 cv e 800 Nm, respetivamente, sempre em combinação com caixa automática de nove velocidades AMG Speedshift MCT 9G e versão de topo do sistema de tração integral AMG Performance 4Matic+.
Para o SL 55, a marca anuncia 0-100 km/h em 3,9 segundos; a versão mais potente cumpre a medição em 3,6 segundos.
Em estreia no roadster, trem traseiro com efeito autodireccional das rodas, que têm a capacidade de girar até 1,5 graus no sentido contrário daquele em que giram as dianteiras a velocidades até 100 km/h e no mesmo sentido acima dessa velocidade.
Na primeira situação, ganha-se em agilidade e menor esforço com a direção em sequências de curvas; na segunda, aumento virtual da distância entre eixos beneficia a estabilidade do carro e torna o eixo traseiro mais rápido a reagir às solicitações do condutor.