Na primavera de 2018, lançamento do primeiro SUV superdesportivo. Chassis em aço, carroçaria em alumínio e V8 4.0 biturbo de 650 cv provêm da VW. Com o Urus, a Lamborghini antecipa-se a Aston Martin, Ferrari e Rolls-Royce, que também preparam a estreia no segmento da moda. Eis o maior dos touros!
Existem SUV muitíssimo desportivos com os emblemas da Porsche, BMW M ou MercedesAMG, mas nenhum merece mais o título de súper: o Lamborghini Urus com motor V84.0 de 650 cv que permite acelerar de 0 a 100 km/h em 3,6 s e transpor a barreira dos 300 km/h de velocidade máxima, com 305 km/h. Os italianos recorreram a muitos componentes do banco de órgãos do consórcio VW, também a origem da arquitetura técnica com rede elétrica complementar de 48V (a norma tem apenas 12), que partilha com Cayenne e Bentley Bentayga.
Este facto permitiu acelerar o processo de desenvolvimento, controlar as despesas ou simplificar o processo de produção em Sant’Agata Bolognese, fábrica modernizada para duplicação das dimensões e da capacidade instalada. Visualmente, o Urus é excitante, fascinante, combinando elementos inspirados no LM002 com apontamentos de estilo de superdesportivos icónicos da marca, como o Miura ou o Countach, ou os faróis dianteiros em LED com forma de «Y» posicionados na horizontal.
O SUV desenhado pela equipa às ordens de Mitja Borkert, ex-diretor de design exterior da Porsche (Macan, Cayenne, Boxster, Concept Panamera Sport Turismo e Mission E encontram-se entre os trabalhos no CV) é o 3.º modelo no catálogo do construtor italiano.
Cumprindo a tradição, o nome do SUV é inspirado no universo do touro, remetendo-nos para Urus ou Aurochs, ancestral selvagem do gado doméstico e, também, dos animais criados há mais de cinco séculos para a Festa Brava.
Tratando-se da Lamborghini, abordagem própria ao conceito de SUV, mais ousada, visionária. É-o quer no capítulo da imagem exterior e interior, quer na dinâmica ou nas performances, quer na facilidade e no prazer de condução no quotidiano.
O desenho da carroçaria do Urus, hiperdesportivo, também foi determinado pela aerodinâmica, elemento com papel determinante na otimização da eficiência do motor, das performances e da refrigeração do sistema de travagem de SUV com cerca de 5,2 m e 2,2 toneladas, além de beneficiar a segurança na condução, por influenciar a estabilidade, a alta velocidade, e o silêncio a bordo. No cockpit, sem surpresa, níveis de habitabilidade e versatilidade inéditos na Lamborghini, esquecendo-nos do LM002. A apresentação é desportiva, luxuosa, sofisticada, com alcantara, alumínio, fibra de carbono, madeira e pele como materiais dominantes. O condutor e os passageiros sentam-se em posições baixas, considerando as normas na categoria.
O hexágono, forma geométrica nuclear no design da Lamborghini, encontra-se em diversos elementos, das saídas da climatização aos puxadores das portas ou aos módulos dos airbags. Atrás, três lugares de série, dois em opção. A mala tem 616 litros ou 1596, rebatendo-se os encostos. Os bancos são reguláveis eletricamente e o portão tem funcionamento automático. No Urus, 3.ª geração do Lamborghini Infotainment System, equipamento com dois monitores que concentram os comandos principais das funções de conforto e entretenimento, da navegação à climatização, do programa de escrita manual para busca de informações ao aquecimento dos bancos. O programa conta com comandos vocais, Bluetooth, leitor de DVD e conexão a smartphones com sistemas operativos iOS (Apple CarPlay), Android (Google Auto) e Baidu-Carlife (China). E prioritários são, igualmente, as assistências eletrónicas à condução de Nível 2 no Urus.
Motor turbo em estreia
O motor do Urus é o mesmo do Cayenne Turbo, mas o Urus superioriza-se, com 650 cv e 850 Nm para 0-100 km/h em 3,6 s e 305 km/h, contra 550 cv, 770 Nm, 0- -100 km/h em 4,1 s e 280 km/h do Porsche.
No Bentley Bentayga, no topo da gama, W12 com 608 cv. A Lamborghini recorreu a mecânica sobrealimentada pela primeira vez por pretender que o SUV dispusesse de muito binário a baixa rotação, característica muito relevante no fora de estrada. Simultaneamente, esta tecnologia melhora a eficiência e a rapidez de resposta ao acelerador (duas turbinas montadas em paralelo, redução do turbolag). A mecânica integra sistema de desativação dos cilindros, conduzindo-se a velocidade de cruzeiro, sem carga, para otimizar o consumo. De série, caixa automática de 8 velocidades com programa manual ativado de forma sequencial em patilhas no volante.
O sistema de tração integral conta com diferencial central Torsen e privilegia a tração posterior (conduzindo-se normalmente, recebem 60% da energia do motor), mas o mecanismo admite até 70% à frente e 87% atrás, e há ainda vectorização ativa do binário entre as rodas traseiras. O comportamento muda em função do modo de condução selecionado, a exemplo do que acontece com o controlo de estabilidade.
Existem seis, incluindo três off-road novos, opcionais: Strada, Sport, Corsa, Neve, Terra e Sabbia (areia). A seleção faz-se em comando específico na consola, o Tamburo. Simultaneamente, mudanças no som do motor e do escape.
Entre os recursos técnicos do Urus encontra-se, ainda, o sistema de rodas traseiras direcionais estreado no Aventador S, que melhora a agilidade nas manobras a baixa velocidade e a estabilidade em estrada e autoestrada. As suspensões têm amortecimento variável, com hipótese de adaptação autónoma do nível de rigidez em comando específico, introduzindo-a no EGO, nome do sistema para personalização das especificações do automóvel mais ao gosto do condutor. No ANIMA, seleção dos modos de condução). No SUV, para relação peso/potência ótima, alumínio, aço e materiais leves, como fibra de carbono. O sistema de travagem, de série, dispõe de discos carbocerâmicos muito potentes e resistentes à fadiga. Opcionalmente, rodas de 22 e 23’’ com pneus produzidos à medida pela Pirelli.