LEXUS ES

ES substitui GS

Apresentação

Por José Caetano 17-08-2018 20:20

A 4.ª geração do GS (internamente, conhecem-na por L10…) encontra-se na ponta final de carreira iniciada em 2011 e relançada em 2015, para promoção da competitividade. A saída de cena da berlina concorrente no segmento médio-superior (E), a categoria de Audi A6, BMW Série 5 e Mercedes Classe E coincide com a entrada do ES. O automóvel novo, com 4,976 m de comprimento e 2,870 m entre eixos, desconhecido no mercado europeu, tem tantos anos como a marca de luxo fundada em 1989, inicialmente com o objetivo de propor alternativa nipónica aos modelos com qualidades premium à venda nos EUA. No arranque, no North American International Auto Show (NAIAS), estreia do LS. Pouco tempo depois, apresentação do derivado do Camry…

A Lexus, acrónimo de «Luxury Export to the US», combina luxo, imagem e sofisticação, precisamente as características mais relevantes da 7.ª geração do ES, à venda no nosso País apenas no final do ano e tão-somente com tecnologia híbrida. Em 2017, como em 1989, a abordagem da marca nipónica expressa-se no princípio «busca implacável pela perfeição», que encontramos, por exemplo, na atenção obsessiva pelo acabamento do habitáculo, quer na qualidade dos materiais, quer na da montagem. E, pretendendo-se rivalizar com as marcas alemãs que são referências no mercado de luxo, compromissos impossíveis!

No mercado europeu, ao contrário do que sucedeu na América da Norte, o GS registou carreira discreta. Para o ES, naturalmente, objetivos mais ambiciosos, com a estreia do automóvel tanto no Velho Continente, como no Japão (até aqui, vendia-se somente no lado de lá do Atlântico e na China, mercado cada vez mais importante para Lexus, facto na origem da estreia mundial no salão de Pequim, realizada quase em simultâneo com apresentação em Bruxelas, na Bélgica – AUTO FOCO, em exclusivo, participou nas duas ações)… Entre os muitos factos relevantes, referência para a introdução de plataforma nova, a GA-K derivada na New Architecture Global Archicteture (TNGA) de CH-R, Prius, Auris, Corolla & Cia.! Esta estrutura é, igualmente, a base do Camry VIII, de 2017. Nos EUA, trata-se de automóvel encontra-se no topo das vendas de viaturas de passageiros há cerca de duas décadas – sublinhando-se a exceção 2001, n.º 1 entre 1997 e 2017. O ano passado, 387.081 exemplares registados, 6.º lugar absoluto, atrás de três pick-ups, Ford Série F, Chevrolet Silverado e Ram, e dois SUV, RAV4 e Nissan Rogue.

Híbrido de 4.ª geração

Na 7.ª geração do ES, no mercado europeu, consolidação da aposta nas tecnologias de propulsão alternativas aos motores de combustão interna, com sistema híbrido novo… A marca nipónica desenvolveu mecanismo hipereficiente, com mecânica de 4 cilindros e 2,5 litros a gasolina, com 181 cv, apoiada por máquina elétrica com 143 cv e caixa de variação contínua, automática. O rendimento combinado atinge os 218 cv (160 kW) e a marca reivindica consumo médio de 4,7 l/100 km, registo que corresponde a 113 g/km de CO2. A Lexus não anunciará performances até à homologação do 300h, mas o carro antecessor, que continua no catálogo do importador, o GS 300h com 223 cv acelera de 0 a 100 km/h em 9 s (contra os 5,9 s do topo de gama 450 h, com V6 3.5 e 345 cv…).

Visualmente, o ES com arquitetura de 4 portas e silhueta de coupé, estreia evolução na linguagem de design do fabricante propriedade da Toyota, potenciada, também, pelas dimensões e proporções da carroçaria, devido ao recurso à plataforma GK-A. No frente a frente com o modelo que substitui, o automóvel é 65 mm mais comprido, 5 mm mais baixo e 45 mm mais largo. A distância entre eixos aumentou 50 mm, melhorando tanto a habitabilidade, sobretudo nos lugares posteriores, como a capacidade de carga.

No ES, pela 1.ª vez, versão F Sport com orientação mais desportiva – tanto na imagem, como na dinâmica. Entre os elementos exclusivos, grelha negra, spoiler traseiro, rodas de 19’’ com jantes semelhantes às do LC, etc. No cokcpit, privilégio ao condutor, que é colocado no centro da ação. O quadro de instrumentos e o Head-Up Display são muito compactos. No centro do painel de bordo, ecrã de 12,3’’ do sistema multimédia. Nesta 2.ª geração, programa controlado remotamente em painel tátil, na consola, e hipótese de comando vocal até do telemóvel. Entre os materiais, bambu e madeira Shimamoku, itens que proporcionam aparência mais artesanal ao Lexus, à medida das exigências do cliente-tipo do mercado do luxo, que valoriza o(s) detalhe(s).

Dinâmica desportiva

No ES, além das características dinâmicas habituais nos Lexus, qualidades adicionais. A troca da tração traseira por dianteira não compromete o cumprimento desse objetivo, obviamente devido à adoção de base que proporcione condução fácil, precisa e rápida. Nos F Sport, suspensão com amortecimento adaptativo e modo de ação extra (Sport+). Este programa tem mais quatro opções (Eco, Normal, Custom e Sport) e reconfigura as configurações de caixa, motor e ligações ao solo.

O equipamento de série, completíssimo, inclui o Lexus Safety System com combinação de funções ativas e passivas. As primeiras aproximam-nos da condução autónoma e as segundas aumentam a proteção dos ocupantes. O ES-2017 também estreia sistema de som da Mark Levinson (PurePlay) que integra 17 colunas.

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