No topo da icónica e tão imponente grelha que é parte da identidade da marca britânica fundada em 1906, dois anos depois do início da parceria entre Charles Stewart Rolls e Sir Frederick Henry Royce, bem à frente do longo capot de qualquer Rolls-Royce, a famosa estatueta Spirit of Ecstasy ajuda a sublinhar a identidade de cada modelo: em linha reta, milimetricamente centrada, nos mais sumptuosos modelos da marca no portefólio do Grupo BMW desde 1998; mais inclinada para a frente nos automóveis de cariz mais desportivo… Mas, nunca em posição tão elevada como na dianteira do Cullinan.
Batizado com o nome do maior diamante do Mundo – com 621 gramas, clivaram-no em nove partes principais e 96 brilhantes menores –, propriedade da Coroa Real Britânica, o 1.º Sport Utility Vehicle (SUV) na história da marca britânica também poderá valer o seu peso em ouro. Mesmo insistindo que a excelência e a exclusividade são mais importantes do que os volumes tanto de produção como de vendas, a Rolls-Royce não perde de vista os exemplos de referências como Bentley, com o bem-sucedido Bentayga, ou mesmo a Lamborghini, com o recente Urus, acelerando à conquista de território promissor. Confirmando-se as expectativas da direção da marca do consórcio BMW, com Peter Schwarzenbauer como chairman e Torsten Müller-Ötvös como CEO, vender-se-ão 1500 exemplares/ano.

Giles Taylor, n.º 1 do design, é o patrão da equipa que teve como missão desenhar o imponente SUV, com 5,3 m de comprimento, que não é, ao contrário de algumas previsões, uma versão do Phantom VII de pernas altas. A grelha frontal surge mais integrada no resto da carroçaria, o que resulta num design menos minimalista. E o design dos faróis, ainda afilados, não traduz a expressão agressiva dos do recém-apresentado topo de gama. Depois, é mais rica em detalhes esta carroçaria de dois volumes bem vincados do Cullinan, modelo que assenta em nova plataforma de alumínio desenhada especificamente para a Rolls-Royce (denominada «Architecture of Luxury»), a mesma do novo Phantom, que não é apenas muito flexível, permitindo assim vários tamanhos e várias exigências ao nível do peso, bem como propulsores e distintos sistemas de tração, como estabelece novos padrões de competência para a marca em matéria de conforto de rolamento e refinamento da condução, como no bom aproveitamento das cotas interiores. Segundo o emblema britânico, a nova estrutura em alumínio é cerca de 30% mais rígida que a base técnica do Phantom VII.
Técnica e tecnologicamente, o Cullinan brinda-nos com o melhor da indústria automóvel, dos equipamentos de conforto e segurança à mecânica. Sob o capot do novo Rolls está motor V12 com expressivos 571 cv, a prometer força descomunal à distância de movimento no acelerador. A caixa automática é de 8 velocidades e tem tecnologia SAT, ou atuação dependente da leitura do sistema de navegação. O sistema de suspensão pneumática é de última geração e pensado de raiz para o Cullinan, que conta com quatro rodas motrizes. Outro contributo importante para a competência dinâmica é dado pelo trabalho do eixo traseiro direcional.