Para apresentar modelo novo, nada melhor do que as palavras de quem participou no seu desenvolvimento, David Terai, engenheiro-chefe do projeto Aygo: «queríamos que o novo modelo se parecesse e fosse percecionado como um carro novo, com o foco em três pilares para melhorar o seu DNA: reavaliação do design exterior, medidas para tornar o carro mais silencioso e mais divertido de conduzir e redução do custo total de propriedade, tornando-o ainda mais barato na sua utilização».
Desde o seu lançamento, em 2005, foram vendidas mais de 760 mil unidades do Aygo em todo o mundo. Em, Portugal, as 885 unidades em 2016 e as 733 em 2017 representam, respetivamente, 9,8 e 7,6% da quota do segmento A, um resultado que prova a importância do modelo para o importador nacional.
A Toyota espera dar continuidade aos bons resultados com esta 2.ª geração, quer pelo acréscimo de argumentos, quer porque o aumento máximo na gama é de 250 €.
As novidades são muitas, a começar pela atualização do 3 cilindros com 998 cc, que ganhou 3 cv, debitando agora 72. Tecnicamente, realce para novo sistema de dupla injeção de combustível, com taxa de compressão superior, introdução de componentes de baixa fricção, de sistema de recirculação de gases de escape refrigerado (EGR) e de veio de equilíbrio melhorado para reduzir a vibração ao ralenti.
Guiámos o novo Aygo na cidade de Copenhaga, na Dinamarca, entre centenas de bicicletas, e gostámos da disponibilidade superior do tricilíndrico, em rotações mais baixas, argumento importantíssimo em ambiente urbano. Convincente é também a nova afinação da direção, que reage de forma mais direta aos movimentos do volante, a insonorização (novos materiais de isolamento e de absorção foram adicionados ao tablier, pilares A, portas e vão traseiro).
Nota, também, para as alterações na suspensão que melhoram, ainda que ligeiramente, o conforto, pois diminuíram a trepidação em mau piso, fruto da revisão de vários elementos da suspensão dianteira e traseira, bem como da força de amortecimento de ambos os sistemas de suspensão.
Na estética, evolução na continuidade: mantém-se o «X» icónico, mas agora com efeito tridimensional. Os faróis foram redesenhados, integrando as luzes diurnas, existindo ainda ornamentação abaixo dos faróis (em negro, negro brilhante ou prata) que acentua a assinatura «X». Atrás, apenas há retoques nos farolins e para-choques.
No interior, mantém-se a simplicidade, mas há alterações: o visor da instrumentação tem uma cor nova e design tridimensional «turbina», e foram ainda efetuadas alterações nas cores e nos revestimentos. Apesar dos retoques, a qualidade dos materiais continua a não ser um dos pontos fortes do Aygo, pois o habitáculo é composto exclusivamente por plásticos rijos. Vale a montagem sólida que deverá evitar o surgimento prematuro de ruídos parasitas. Destaque final para o ecrã tátil do sistema de infoentretenimento: bem posicionado, legível e fácil de utilizar.