VW T-Cross

Eis o SUV que se segue…

Apresentação

Por João Ouro 23-12-2018 09:00

Jocelyn é empregada de mesa no Grand Hotel Krasnapolsky. É (muito) simpática e tem a bonita cor da pele que é comum nas Filipinas. Já esteve em Fátima e lembra-se doutro local histórico em Portugal onde está sepultado um rei. Alcobaça? Pedro e Inês? Talvez! Dá-me depois um bilhetinho com o nome escrito no cartão do NH Hotel, sugerindo-me um comentário no Trip Advisor. Outra ilustre Jocelyn, conhecida por Cara Delevingne, top model, atriz e cantora britânica, tem 41 milhões de seguidores no Instagram, e é a convidada especial no lançamento do T-Cross, ao lado do anfitrião Ralf Brandstätter, atual CEO da VW. Assim segue o mundo! Em Amesterdão.

A cidade holandesa parece ter sido escolhida para esse efeito devido à sua atmosfera cosmopolita, que se ajusta à própria imagem do crossover urbano, num espetáculo-mediático inerente ao lançamento que juntou famosos-VIP, jornalistas e bloggers. Nada foi deixado ao acaso! Quanto à própria substância do T-Cross, a imagem é forte e musculada, tipicamente VW, incluindo alguns detalhes inéditos num automóvel deste género, como fez questão de afirmar o Chief Designer da marca alemã, Klaus Bischoff.

E se é vulgar dizer-se que não existe uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão, o impacto gerado pela amostra e desfile de vários T-Cross não desiludiu (antes pelo contrário!), nas instalações de uma antiga fábrica de açúcar de Amesterdão (Sugar City), embora a premiere mundial tenha sido em simultâneo com as cidades de Xangai e São Paulo.

Trata-se de um SUV de tamanho e medidas parecidas às dos adversários mais proeminentes da própria categoria, como por exemplo Renault Captur, Seat Arona ou Peugeot 2008, entre outros.

A originalidade sobressai nalguns detalhes, tais como a dimensão alargada da grelha frontal, mais próxima do design do Tiguan e/ou do Touareg, por exemplo, além da exclusiva faixa refletora que dá a sensação de unir os grupos óticos traseiros, estes com luzes LED, assim como o nome do modelo escrito a maiúsculas por debaixo da placa de matrícula, junto ao vinco do portão da bagageira.

O código visual faz lembrar os recentes automóveis da gama SUV da marca de Wolfsburg, todos etiquetados com a famigerada letra T (Tiguan, T-Roc e Touareg). A nova gama propõe 12 cores de carroçaria, agregadas às alargadas cavas das rodas com jantes em liga leve de 16’’ (de série), 17’’ ou 18’’, estas últimas como opção, sendo possível vários tipos de combinações (de forros, materiais e aplicações), articuladas com os níveis de equipamento T-Cross, Life e Style. É ainda possível ter outras configurações especiais através do pack R-Line (decoração externa e interna), já conhecido de outros modelos. Mais tarde, o T-Cross também proporá pintura exterior bicolor, à imagem do T-Roc, com tonalidade diferente do tejadilho e com efeito de contraste. Promete!

Por dentro, a atmosfera é nitidamente VW, embora haja alguns forros mais democráticos (leia-se de aparência mais vulgar...), como se vê no piso/estrado da bagageira e nas costas dos bancos posteriores. E os revestimentos nas zonas inferiores do habitáculo, junto às bolsas das portas, por exemplo, também podiam ser melhores, embora o interior tenha atmosfera moderna, nalguns casos colorida (inserções no tablier e na consola), noutros mais austera, consoante a personalização pretendida. Aí o catálogo é extenso, como se impõe num veículo do género, sendo possível ter sistema Keyless mãos-livres (desbloqueio das portas e arranque) e som Hi-Fi Beats (300 watt) com 8 colunas e subwoofer.

Nota particular para o monitor (tátil) de infotainment no topo do tablier, ao centro, assim como para a possibilidade de se optar pelo painel digital alargado à frente do condutor, tipo Digital Cockpit, como é comum noutros modelos da VW. O novo volante tem um excelente tato e a posição de condução ajusta-se facilmente, embora seja mais elevada do que no caso do T-Roc. No nível Style, o formato dos bancos é mais desportivo (Comfort) e há tecidos exclusivos, inclusive a dois tons.

Por último, a ofensiva crossover da marca tem tido um crescimento ímpar (40 modelos previstos até 2025), estando agendado para 2020 o I.D. Crozz, totalmente elétrico. Ou seja, o SUV que se seguirá ao T-Cross...

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