Colin Chapman à conversa com Jim Clark Numa fina consola flutuante concentra-se a maioria dos principais comandos Na extremidade posterior da carroçaria a tomada para carregamento da bateria Instrumentação totalmente digital já é um componente quase indispensável Os quatro motores elétricos produzem 1700 Nm de binário máximo. Num cabo de guerra, poderiam colocar-se quatro Lotus Evora Sport 410 a puxarem de um lado que o Evija ainda os arrastaria Evija (pronuncia-se ‘E-vi-ya’) significa “o primeiro em existência” e é o primeiro carro completamente novo da Lotus sob propriedade da chinesa Geely, que adquiriu o fabricante britânico em 2017 Bancos em formato anatómico proporcionam a ergonomia mais correta ao condutor e o melhor conforto ao acompanhante ‘Cockpit’ quase como o de um ‘concept’, em que se destacam componentes futuristas, como o tablier e a consola flutuantes, o volante do tipo Fórmula 1 e os bancos Quatro motores elétricos de 500 cv debitam 2000 cv ‘totais’ A elaboração da aerodinâmica começa na dianteira e prolonga-se nos flancos da carroçaria, nos dois enormes túneis Venturi que direcionam o ar para a retaguarda O automóvel de produção mais potente do mundo ’Aileron’ traseiro com asa regulável e sistema DRS Volante com o formato e controlos de competição e revestimento a Alcantara Efeito de Venturi, a redução na pressão de ar resultante da sua fluência por uma secção restringida de uma tubagem ou canalização, foi descoberto em 1797 pelo físico italiano Giovanni Venturi

Lotus Evija

Honra a Colin Chapman

Apresentação

Por Ricardo Jorge Costa 24-11-2019 12:05

Os números são esmagadores, mas provisórios, não mais do que estimativas, um manifesto de intenções da Lotus, que anuncia ter criado o automóvel de produção em série mais potente do mundo. O fabricante britânico pretende que o Evija atinja 2000 cv, gerados por quatro motores elétricos, e chegue aos 1700 Nm de binário máximo. Com esta energia colossal, o primeiro automóvel com motorização totalmente elétrica da Lotus, ainda segundo o seu construtor, deverá acelerar de 0-100 km/h em menos de três segundos, alcançar os 300 km/h após o arranque em menos de nove segundos, pouco antes da velocidade máxima aos 320 km/h.

Para assegurar aos mais céticos que o Evija não são apenas números alucinantes de rendimento e performances, a Lotus desenvolveu meticulosamente o hipercarro sob o ponto de vista da conceção do chassis, aerodinâmica e motorização – e de toda a tecnologia associada. O empenho do onstrutor honra 71 anos de história rica de prestígio na indústria e principalmente no desporto automóvel, como marca que ambiciona ressurgir do marasmo onde emergiu na segunda metade dos anos 80, depois dos tempos áureos na Fórmula 1, onde foi pioneira de tecnologias que marcaram para sempre o automobilismo e os carros de todos os dias, sob genialidade e mestria do seu fundador Colin Chapman, em 1948.

Evija (pronuncia-se E-vi-ya) significa o primeiro em existência e é o primeiro modelo novo da Lotus sob propriedade da chinesa Geely, que adquiriu o fabricante britânico em 2017, e é também o primeiro automóvel de estrada da Lotus com chassis monocoque em fibra de carbono, construído a partir de múltiplas camadas deste material compósito, num processo de fabricação idêntico ao de um chassis de Fórmula 1, e com um peso total de apenas 129 kg, contribuindo sobremaneira para o peso total igualmente leve do veículo, de 1680 kg.

A aerodinâmica extremamente elaborada tem como principais componentes o spoiler traseiro ativo, com uma asa regulável e sistema DRS (redução de arrasto) inspirado na Fórmula 1, sem dúvida, os elementos mais impactantes na imagem exterior do Evija, as enormes entradas nos flancos posteriores da carroçaria, a criarem o efeito de Venturi, baseados nos carros de competição em pista, que otimizam o fluxo de ar, direcionando-o através da carroçaria.

A substituição de espelhos retrovisores exteriores por câmaras constitui outro benefício importante à fluidez da carroçaria – num sistema integrado que inclui outros dispositivos semelhantes instalados nas asas dianteiras e no tejadilho, para proporcionarem uma visão geral em redor do veículo, e que é exibida em imagens em três monitores no tablier.

Como se referiu, os valores de potência e de binário máximos são estimados: 2000 cv e 1700 Nm, gerados por quatro motores elétricos, de 500 cv por unidade, cujo débito é controlado individualmente e dispondo de transmissão em cada eixo, num sistema de quatro rodas motrizes.

Outro elemento nuclear deste rendimento excecional é a bateria de iões de lítio de 2000 kW de capacidade, fornecida pela Williams Advanced Engineering (WAE) como parte de uma joint-venture com a Lotus para parceria no desenvolvimento de tecnologias avançadas de propulsão, e está instalada centralmente, atrás do habitáculo, assegurando ao Evija uma autonomia de 400 km em ciclo WLTP.

Quatro caixas de engrenagens planetárias helicoidais extremamente compactas, leves e eficientes transferem energia para cada eixo de transmissão e estão associadas a um sistema de vectorização de binário que otimiza a dinâmica e a agilidade no automóvel. Esse dispositivo, totalmente automático e autorregulável, pode distribuir instantaneamente a energia para qualquer combinação, de duas, três ou quatro rodas, numa fração de segundo. O Evija tem um programa de condução programável com cinco modos: Range, City, Tour, Sport e Track, este último, concebido para a máxima eficácia em pista.

Matt Windle, diretor executivo da Sports Car Engineering, da Lotus, afirma que «todos os elementos do Evija foram meticulosamente analisados e validados», e que bateria, motores e transmissão operam com eficiência de até 98%, «valor que define novos padrões para a excelência em engenharia».

Usando a tecnologia de carregamento existente – como uma unidade de 350 kW, que atualmente é a mais potente disponível – o tempo de carregamento do Evija será de 12 minutos para 80% da capacidade da bateria e de 18 a 100%. A bateria pode ser recarregada a 800 kW, quando as unidades de carregamento capazes de fornecer essa potência energética estejam comercialmente disponíveis, em apenas nove minutos, em 80% da sua capacidade.

As rodas são constituídas por jantes de magnésio e têm 20 e 21 polegadas, no eixo dianteiro e traseiro, respetivamente, e pneus Pirelli Trofeo R específicos. De resto, à semelhança do sistema de travagem AP Racing com componentes em alumínio forjado e discos carbocerâmicos.

A produção do Lotus Evija arranca em 2020 na fábrica da empresa em Hethel, perto da cidade de Norwich, no leste da Inglaterra, e será limitada a 130 unidades. O hipercarro elétrico tem preço estimado a partir de 1.892.000 euros antes de impostos (1,7 milhões de libras). A encomenda do veículo faz-se mediante um depósito de 250 mil libras, através do site oficial da Lotus (www.lotuscars.com).

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