Toyota C-HR 2.0 Dynamic Force

Como uma força

Apresentação

Por Vítor Mendes da Silva 22-02-2020 18:10

Fotos: Gonçalo Martins

Em meados de 2016, a Toyota atacou o mercado dos crossover compactos com um modelo de linhas cheias de drama. Depois de ter criado o segmento dos SUV compactos com a primeira geração do RAV4 há muito mais de duas décadas, a marca recordista mundial de vendas de automóveis híbridos chegou à categoria da moda apostando todas as fichas no potencial deste modelo, assinando jogada de mestre, ao juntar a excecional plataforma estreada pelo híbrido global Prius e a sua mais recente geração do sistema de propulsão híbrida, colocando- os debaixo de embalagem a transbordar de emoções. Resultado: 400.000 vendas no Velho Continente, números que colocam o C-HR muito perto do Corolla no ranking dos Toyota mais vendidos, atrás do Yaris.

Coincidência ou talvez não, chegada a hora da sucessão, renovação operada com... pinças. A Toyota atualizou o C-HR com muito ligeira revisão de imagem e adoção de sistema multimédia mais moderno e ainda com a introdução na gama de uma segunda motorização híbrida a gasolina, 2.0 de 184 cv, que se junta ao 1.8 de 122 cv. Segundo o ciclo WLTP, as emissões de C02 para o estreante módulo do SUV compacto japonês são de 118 g/km. No estilo, o C-HR exibe agora a zona inferior dos para-choques pintada na cor da carroçaria, faróis e farolins com tecnologia LED. Na frente, as luzes diurnas (DRL) e os piscas são agora combinados num projetor frontal. Na traseira, os novos farolins estão ligados por um spoiler em preto brilhante. As atualizações dinâmicas incluem alterações à direção assistida elétrica (EPS) e a versão híbrida 2.0 beneficia de uma renovada suspensão. Foi ainda melhorada a insonorização e as vibrações a bordo atenuadas. O novo C-HR estreia um novo sistema multimédia que atualiza a oferta de conectividade da marca e que permite a integração de smartphone, com as versões mais recentes do Apple Carplay e Android Auto. Este sistema permite ainda, atualizações online de mapas, possibilitando aos clientes uma condução despreocupada, com acesso às mais recentes versões dos mapas, no seu sistema de navegação.

Novo híbrido de 184 cv

A juntar-se ao 1.8 híbrido de 122 cv, surge a nova motorização 2.0 Hybrid Dynamic Force, a mesma que estreou no Corolla, a combinar módulo elétrico e motor atmosférico a gasolina de ciclo Atkinson, com injeção direta e indireta. No C-HR, a marca anuncia consumo combinado de 4,3 l/100 km, cerca de 10% acima do 1.8 híbrido conhecido, para mais 50% da potência. A separar as duas motorizações, diferença de 2800 euros no preço. É investimento que compensa?

A nova motorização no topo da gama do crossover está pensada para os que privilegiam as performances. No 2 litros as acelerações podem ser, de facto, muito despachadas, como atesta a medição de 0-100 km/h em cerca de 8 segundos (11 segundos com o motor 1.8) ou as recuperações bem mais expeditas e espontâneas na resposta ao acelerador. Contudo, além dos referidos ganhos nas prestações, o novo híbrido também se destaca em agradabilidade, na forma como controla o ruído da mecânica a combustão, em particular pelo efeito criado pela transmissão do género CVT (variação contínua). Assim, mesmo pisando- -se o pedal do acelerador de forma mais decidida, o Dynamic Force expressa-se sempre de forma mais silenciosa e suave, provando ser alternativa acertada para quem necessite de percorrer muitos quilómetros em autoestrada. E tudo isto sem que o consumo de gasolina aumente exponencialmente quando comparado com a opção de acesso à gama.

A dinâmica condiz com a imagem irreverente do exterior, com ligações ao solo firmes para susterem melhor os movimentos oscilatórios da carroçaria elevada ao solo, ainda que penalizando o conforto que proporciona aos ocupantes. Notas positivas ainda para a competente (melhorada) direção e o bom desempenho do sistema de travagem.

Nos pontos positivos, ainda consequência direta deste tipo de desenho fora da caixa, no banco posterior os passageiros continuam afetados por um efeito quase claustrofóbico pelas formas protuberantes da carroçaria na zona do pilar traseiro e a descida abrupta do tejadilho nesta secção, que também prejudicam os acessos e saídas despreocupados à e da segunda fila de bancos. A bagageira tem formas relativamente geométricas e mediana capacidade.

A Toyota usou o que de melhor tem à disposição no seu banco de órgãos mecânicos para atualizar crossover compacto com sangue na guelra em termos visuais e dinâmicos. Em estreia, novo sistema de propulsão híbrida, mais potente, que é empurrão que faltava às potencialidades de automóvel que tem tudo para dar certo, com interior bem construído, desportivo e carregado de personalidade, além de bem sintonizado com o ousado visual exterior. Esta nova motorização de 184 cv garante, acima de tudo, um ótimo compromisso entre prestações e eficiência energética, acelerações decididas e desembaraço nas retomas de velocidade que a unidade de 122 cv não tem. Cereja no topo do bolo: baixo consumo de combustível, registando 5 litros/100 km em média real aferida neste nosso primeiro contacto.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

TOYOTA C-HR

2.0 Dynamic Force

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1987 cc
Alimentação Inj. direta e indireta
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 152 cv/6000 rpm
Binário 190 Nm/4400 - 5200 rpm
Motor elétrico
Tipo -
Potência 109 cv
Binário 202 Nm
Bateria Hidretos metálicos de níquel
Capacidade da bateria
Módulo Híbrido
Potência 184 cv
Binário -
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática do tipo CVT
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Ind. duplos triângulos
Travões F/T Discos ventilados
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,395/1,759/1,555 m
Distância entre eixos 2,64m
Mala 358 litros
Depósito de combustível 43 litros
Pneus F 6,5jx17 - 215/60 R17
Pneus T 6,5jx17 - 215/60 R17
Peso -
Relação peso/potência -
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 8,2 s
Consumo médio 5,3 l/100 km
Emissões de CO2 92 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica -
Pintura/Corrosão -
Intervalos entre revisões -
Imposto de circulação (IUC) -

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