«Se conseguimos mandar um Roadster para a cintura de asteroides, provavelmente também conseguiremos resolver os problemas de produção do Model 3», afirmou Elon Musk, o patrão da Tesla, comentando os constrangimentos com que o fabricante de automóveis elétricos norte-americano se tem debatido para adaptar o volume de fabricação do seu modelo mais recente à procura, bastante mais elevada do que o ritmo da linha de montagem.
Musk comentava a situação que afeta a comercialização da berlina elétrica, referindo-se ao recente lançamento de um foguetão para o espaço, sob responsabilidade da sua empresa espacial, a SpaceX, que transportou um modelo Roadster, já “conduzido” por um astronauta durante uma viagem pelo “vazio”, que pretende ser uma campanha de marketing para a Tesla.
Um dia antes, a Tesla comunicou ao mercado perdas de 675,4 milhões de dólares (cerca de 550 milhões de euros) no último trimestre de 2017. Embora as vendas totais da marca tenham aumentado, a produção do Model 3 continua a ser mais lenta do que o esperado, impedindo a empresa de gerar mais receitas.
«A nossa expectativa é a de que, em algum momento de 2018, começaremos a gerar resultados operacionais positivos numa base sustentada”, lê-se no comunicado emitido pela empresa, que tem falhado sucessivos prazos de satisfação de encomendas do Tesla Model 3.