Enquanto a indústria automóvel se empenha no desenvolvimento da condução autónoma e da mobilidade sustentável, outros fabricantes, a funcionam em paralelo com este setor e até há bem pouco tempo considerados visionários, investem na criação de carros voadores, que consideram ser os únicos meios de transporte individual que reduzirão os tempos de viagem e aliviariam os congestionamentos de trânsito no futuro.
A atentar pelo ritmo de revelação de protótipos deste tipo de veículos, estes construtores querem ser levados a sério, como é o caso de Sebastian Thrun, presidente da Kitty Hawk, que afirma que os automóveis estarão em condições de levantar voo dentro de cinco anos.
O CEO desta empresa apoiada pelo cofundador da Google, Larry Page, o seu atual homólogo da Alphabet, diz estar a preparar-se para fazer um anúncio em março sobre o próximo estágio de desenvolvimento da próxima versão do seu carro voador.
Numa entrevista ao canal de televisão norte-americano CNBC, na cimeira World Government, no Dubai, Thrun defendeu as vantagens da mobilidade aérea do futuro, afirmando que «a grande parte dos meios de transporte é terrestre, contudo o solo é muito limitado para todos os veículos que existirão em breve, enquanto o ar é maioritariamente livre».
De acordo com Thrun, as pessoas serão capazes de aceder a carros voadores através de uma aplicação de smartphone, à imagem dos serviços atuais de empresas como a Uber, em alternativa a serem proprietários desses veículos.