A Fiat Chrysler (FCA) pretende deixar de ter motores a gasóleo em automóveis ligeiros de passageiros novos das suas marcas até 2022. Esta medida do grupo italo-americano insere-se num plano de quatro anos que vai ser apresentado em junho pelo fabricante que detém as marcas Fiat, Alfa Romeo, Chrysler, Maserati, Jeep, Ram e Dodge, e foi avançada pelo jornal Financial Times.
A medida, segundo a notícia do FT, foi justificada, por fonte da FCA, com o custo crescente de produção de motores a gasóleo, perante as exigências do seu desenvolvimento tecnológico para cumprir o regulamento de limitação de emissões poluentes cada vez mais restritivo». Os veículos pesados do grupo mantêm, como seria previsível, as motorizações Diesel.
A confirmar-se esta decisão da FCA, surge quando foi o único grande construtor automóvel na Europa, em 2017, a aumentar a sua quota de vendas de automóveis com motor Diesel, em parte devido à sua exposição ao mercado italiano, onde a procura por veículos a gasóleo continua bastante forte. No total, 40,6% das viaturas vendidas pela FCA no ano transato na Europa foram Diesel, de acordo com dados da consultora Jato Dynamics, subindo ligeiramente em relação aos 40,4% de 2016.
Enquanto as vendas europeias dos Diesel em 2017 caíram para 43%, em Itália ainda representaram 56% das transações. «Isso ocorre porque o governo italiano não tomou uma posição anti-diesel clara e porque a Itália tem a terceira gasolina mais cara da Europa», explica Felipe Munoz, analista do setor automóvel da Jato Dynamics.