Assim se desenha um SUV

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Por Auto Foco 10-10-2018 11:00

“Tem que ser um automóvel que transmita personalidade, força e prestígio”, foi esta a diretriz que Alejandro Mesonero-Romanos, diretor de Design da Seat, passou à sua equipa. Porém, como é que se transforma uma mistura de tintas com mica em pó numa cor elegante? Agora que o Seat Tarraco foi apresentado ao mundo, descobrimos o que está por trás do processo de criação deste tipo de veículos e as diretrizes do que será a linguagem de design do construtor:

- Amor à primeira vista: 65% dos clientes que compram um SUV fazem-no pelo seu design exterior.

- Novos desafios para os designers: o habitáculo de um SUV é comparativamente amplo a outros modelos. Estas novas dimensões implicam desafio para a equipa de design: “os clientes esperam encontrar um bom equilíbrio entre conforto, ergonomia, prestações... e este é outro dos aspetos a ter em conta quando se projeta um automóvel deste segmento”, acrescenta Daniel Hervás, responsável de design de Interiores da empresa.

- A identidade num pigmento: “o tamanho, a forma e o público-alvo determinam integralmente a gama cromática de cada modelo. Cada segmento tem a sua cor”, comenta Jordi Font, designer do departamento Color&Trim da Seat. A paleta de cores de um SUV tem que expressar “segurança e proteção”. “Pede tons sóbrios ou metalizados e, dependendo do tamanho, pode-se jogar com o tejadilho bicolor ou outro tipo de acabamentos”, acrescenta Font.

- Vestidos para a ocasião: na hora de escolher os acabamentos para o Seat Tarraco, trabalharam-se materiais premium. “Foram selecionados tecidos do tipo melange e, pela primeira vez, acabamentos em cromado baço, que conferem ao carro um toque extra de sofisticação”, comenta Amanda López do departamento Color&Trim. Aliás, para testarem as múltiplas combinações possíveis, recorreu-se às potencialidades da realidade virtual.

- Realidade virtual, a melhor aliada: seja para definir a aparência interior, as linhas exteriores ou as questões aerodinâmicas, esta tecnologia tem cada vez mais um papel decisivo. “Antes, com os renders, os designers podiam ver o seu trabalho com um realismo de 60%. Graças à realidade virtual, esse rigor passou para 90%. Isso permite poupar muito tempo no processo do design”, revela Manel Garcés, responsável pela Visualização na Seat.

- Quatro modelistas e mais de 320 horas: apesar das novas tecnologias, fazer um novo modelo em argila continua a ser imprescindível para se ver, pela primeira vez em escala real, as dimensões do novo veículo. Na hora de dar forma ao Tarraco, foram utilizados 5000 quilos de argila e o maior desafio foi o de “controlar o volume e as proporções de um carro tão grande”, comenta Carlos Arcos, modelista da Seat.

- Lápis em repouso: o trabalho do departamento fica concluído com o freeze design, uma réplica em resina do que virá a ser o veículo final e que serve para que sejam aprovadas as linhas do novo modelo. Este é o último passo no processo de design e a partir daqui o projeto passa para as mãos dos engenheiros.

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