O puxador de porta do novo Lexus ES F SPORT tem design inspirado na catana, uma das artes artesanais mais apreciadas do Japão.
Toshihide Maseki, responsável pela projeção do habitáculo do automóvel, explica-nos o processo criativo: «Ao olhar para os esboços do novo ES F SPORT, fiquei impressionado com o caráter tão desportivo do seu design, senti que não era nada que eu tivesse visto nos modelos anteriores. O seu peso foi deslocado para trás, conferindo-lhe forma mais acentuadas. Imediatamente entendi que meu trabalho era conseguir expressar dinamismo e elegância no design dos acabamentos do interior. Ao considerar os conceitos de design, perguntei a mim mesmo: o que, entre as artes tradicionais do artesanato japonês, apresenta nitidez e dinamismo, além de beleza? Foi aí cheguei à catana».
Depois dessa revelação, Maseki viajou para a província de Gifu, mais concretamente para Seki, cidade onde foram produzidas algumas das melhores catanas do Japão, e onde está localizado o Smithing Museum, um tesouro de informações e itens relacionados com a história de 700 anos de fabrico de espadas japonesas. Aqui, os visitantes podem ver algumas das maiores espadas que já foram forjadas, bem como demonstrações ao vivo de técnicas tradicionais de forja da katana, executadas por grandes mestres espadachins.
«Fiquei muito surpreendido com o impacto visual incrível dos martelos a bater no metal durante o processo de forjamento, em que uma quantidade enorme de energia vai moldar o metal numa lâmina. No entanto, embora uma lâmina justa possua uma intensidade bruta e tangível, faltava-lhe a elegância que o novo ES exigia. E isso encontrei no próximo passo, o polimento, uma técnica utilizada para transformar uma lâmina numa singular obra de arte. Senti então que isso se encaixava no conceito de design do novo ES», acrescenta Maseki.
Das muitas catanas clássicas que Maseki estudou, as que mais o inspiraram foram as lâminas feitas entre os séculos XIV e XVI: no século XVII, as catanas foram criadas principalmente para decoração, mas as katanas fabricadas antes eram destinadas à guerra. Elas apresentam uma ornamentação mínima. Foi esse estilo que Maseki seguiu.
Depois disso, o designer japonês estabeleceu um conceito e um rumo de design para o acabamento da porta e artesãos habilidosos criaram um protótipo à mão: «Estudando o padrão com um microscópio, descobri linhas criadas aleatoriamente que não podiam ser replicadas com uma máquina. Mas essas linhas deram ao design geral um poderoso impacto».
Tratam-se de linhas aleatórias adicionadas instintivamente pelos artesãos e que trouxeram ao de cima muitos anos de experiência e um profundo conhecimento da estética da catana. «Embora ser refinado seja uma qualidade importante no artesanato, um produto é incompleto sem a adição de elementos humanos mais instintivos, que não são baseados em cálculos simples», explica Maseki, que acrescenta: «Sendo feito à máquina, mas artesanal, sendo refinado, mas tendo impacto. Estes podem parecer elementos contrastantes, mas através de muitas tentativas e erros finalmente conseguimos alcançar essa combinação, no processo de imbuir a porta do novo ES de uma beleza profunda semelhante à da catana».