A Porsche encabeça a lista de fabricantes de estatuto com a intenção de cortar definitivamente do seu portefólio versões equipadas com motorizações a gasóleo.
A notícia foi avançada em setembro no jornal Bild, que transcreve declarações de Oliver Blume, diretor executivo da Porsche: «Agora não existirá mais Diesel na Porsche!»
O mesmo responsável explica ainda que os motores a gasóleo ainda são viáveis do ponto de vista da economia e, mesmo, ecologicamente, mas reconhece que o escândalo que envolveu o Grupo VW «trouxe muitos problemas» para a marca.
E no Grupo VW, Bentley Bentayga Diesel é outra vítima recente da diabolização das motorizações a gasóleo em curso na Europa. A marca britânica decidiu interromper a comercialização da versão Diesel do SUV, iniciada em 2016.
E justificou assim a decisão: “Nos últimos meses, o contexto político e legislativo relativo aos motores Diesel mudou radicalmente na Europa, e começou a prefigurar-se uma mudança significativa sobre a aceitação dos carros a gasóleo.
Mas a lista já vai longa…
A Volvo comprometeu-se a abandonar a tecnologia depois da apresentação da atual geração do V60, canalizando recursos para o desenvolvimento e produção de motores a gasolina e híbridos.
O consórcio italo-americano Fiat Chrysler garante que, até 2020, planeia deixar de produzir motores Diesel para automóveis das gamas Alfa Romeo, Fiat, Jeep e Maserati.
E mais exemplos: a japonesa Toyota apresentou geração 100% nova do ´best-seller’ Corolla sem qualquer motorização Diesel, oferecendo no seu lugar duas opções híbridas; a Suzuki não prevê Diesel no novo Jimny; a vindoura geração do Honda CR-V terá motorização hibrida em vez de alternativa a gasóleo e o mesmo acontecerá com os SUV da Mitsubishi, ASX e Outlander.
Nos sul coreanos da Kia, gama do utilitário Rio sem Diesel.