A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) comunicou, oficialmente, os números das matrículas de carros novos em abril, barómetro importante da situação económica no nosso País. Os números, sem surpresa, são muito negativos, com ‘travagem’ de 87%, na comparação com o mês homólogo de 2019 - considerando-se apenas os ligeiros de passageiros.
Ainda assim, arriscamo-lo, estes números representam apenas matrículas de modelos encomendados nos meses anteriores ao encerramento dos concessionários, devido à pandemia da COVID-19. Utilizando-se fórmula de cálculo que permitisse imagen mais fidedigna do estado do comercio automóvel no nosso País, nomeadamente dados sobre as compras formalizadas em abril, resultados ainda piores…
A quebra de 84,6% em abril segue-se à diminuição de 56,6% em março. Nos dois casos, números piores do que os registados em fevereiro de 2012, durante 'pico' da crise financeira internacional, quando as vendas de carros novos em Portugal diminuíram 52,3%. No acumulado do ano, comparativamente ao primeiro quadimestre de 2019, a quebra nas matrículas é de 39,8%, para apenas 56.774 viaturas.
Em abril, em Portugal, matricularam-se apenas 2749 ligeiros de passageiros. A Peugeot liderou o mercado nacional, com 332 registos, à frente de Mercedes-Benz (311), BMW (264) e Renault (237).