A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) anunciou prejuízos de 1,9 mil milhões de euros só no primeiro trimestre do ano e reviu a previsão de resultados positivos em 2020, mas este contratempo, consequência do impacto da COVID19 nas atividades do consórcio italo-americano, não compromete o processo de fusão com a PSA Peugeot Citroën. O plano mantém-se em marcha, cumprindo todas as etapas programadas pelas duas empresas. No período homólogo de 2019, o fabricante registou lucros de 508 milhões de euros.
A fusão FCA-PSA foi anunciada em outubro do ano passado. Então, os dois fabricantes, combinados, valiam 44,7 mil milhões de euros. Atualmente, após revisão dos números imposta pelo impacto da pandemia, as companhias valem ‘apenas’ 23,7 mil milhões de euros. No entanto, Mike Manley, diretor-geral do consórcio italo-americano, mantém-se comprometido com negócio, antecipando a formalização da operação «antes do fim do ano ou no início de 2021».
A FCA iniciou o processo de retoma da produção na China e na Europa e planeia fazê-la na América do Norte a partir de 18 de maio. O consórcio depende muito do sucesso no mercado norte-americano, devido ao peso da Jeep e da Ram nas contas da companhia. No Velho Continente, as perdas do consórcio ascenderam a 270 milhões de euros, com a perda da produção de quase 100.000 automóveis.