Mercedes recusa grelhas de partida invertidas

Fórmula 1

Por José Caetano 04-06-2020 17:15

 

A Fórmula 1 procura ideias que melhorem a competitividade e o espetáculo na categoria, penalizados por seis épocas consecutivas de domínio absoluto da Mercedes – desde o início da era híbrida, em 2014, com a substituição dos motores V8 2.4 atmosféricos pelos V6 1.6 Turbo ‘apoiados’ eletricamente’, os alemães venceram os seis títulos de construtores e pilotos (cinco com Hamilton, um com Rosberg) e ganharam 89 dos 121 grandes prémios, registo que corresponde a uma taxa de sucesso de 73,55%! Entre as possibilidades em cima da encontrava-se a adoção da fórmula da grelha de partida invertida, mas os hexacampeões do Mundo ‘chumbaram’ a proposta.

 

Os responsáveis da Fórmula 1 pretendiam testar a fórmula nos segundos grandes prémios planeados para o Red Bull Ring e Silvertone, arrumando os pilotos nas grelhas de partida em função dos resultados registados nas primeiras corridas na Áustria e na Grã-Bretanha, com os vencedores a arrancarem da 20.ª posição. Consequentemente, os últimos classificados seriam posicionados na… ‘pole position’! “Falámos sobre muitos temas durante este período, incluindo nessa possibilidade, mas algumas equipas manifestaram-se pouco confortáveis com a ideia e abandonámo-la. Este tipo de alteração exige um apoio unânime», explicou o homem-forte da categoria, Chase Carey.

 

«Discutimos este tema no passado e rejeitámo-lo, por três fundamentais: não beneficia a meritocracia, por poder impedir vitórias do melhor piloto e do melhor carro, não precisamos deste tipo de soluções para tornarmos as corridas mais excitantes e, como vemos nos campeonatos de turismos, autoriza-se a adoção de estratégias antidesportivas, como uma desistência na primeira corrida para garantir uma ‘pole position’ na segunda. Finalmente, se os carros mais rápidos arrancarem de trás, confrontar-se-ão com muitos adversários, o que aumenta os riscos de abandonos, com influência decisiva nos resultados da época», disse o diretor da Mercedes-AMG, Toto Wolff.

 

Christian Horner, o britânico à frente da Red Bull, encontrava-se entre os fãs da ideia, precisamente por considerar que os tempos excecionais que vivemos, devido à pandemia da COVID-19, ‘abrem as portas’ à experimentação de ideias novas que valorizem a competição e melhorem a experiência dos fãs. Carey garante que a Fórmula 1 continua a trabalhar no desenvolvimento de soluções inovadoras.

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Conte-nos a sua opinião 4

Montag
06-06-2020 16:13

A Formula 1 morreu, não há paciência para ver 20 carros em fila indiana ás voltas numa pista sem ultrapassagens e sem emoção.

Santi.
04-06-2020 18:58

Grelhas invertidas!? Estamos a falar de !? É pa então coloquem também peso nos carros à medida k vão vencendo... não... querem comparar um wtcc, um dtm com a F1... quem mais trabalha e melhor prepara o carro e o pilote que saia vitorioso. Vamos lá inverter também o moto gp...

Victor DBR
04-06-2020 18:28

e quanto as estatisticas? vamos ter giovinazzis, strolls ou grosjeans a coleccionar pole-positions?

Victor DBR
04-06-2020 17:24

Deixem-se de fitas a F1 nao e categoria de compensar os fracos, querem estar a frente? facam por isso

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