Na ronda nove do Campeonato do Mundo de 2020, duas novidades importantes no 'mapa' da Fórmula 1: o Grande Prémio da Toscânia e o Mugello, circuito velocíssimo situado a cerca de duas dezenas de quilómetros de Florença. A pista com 5,245 km, incluindo os 1,141 km da reta principal, é propriedade da Ferrari, que comemora em ‘casa’ a 1000.ª corrida na disciplina-rainha da competição automóvel. Para assinalar um momento tão especial, a Scuderia redecorou os SF1000 de Charles Leclerc e Sebastian Bétel, pintando-o com vermelho reminiscente da cor da 125S que acelerou no Mónaco-1950, na estreia dos italianos da categoria – e a mudança é extensível aos fatos dos pilotos!
A Scuderia Ferrari vive tempos difíceis na Fórmula 1, encontrando-se em 6.º no campeonato de construtores, depois de somar apenas 61 pontos nas primeiras oito rondas do campeonato – a Mercedes-AMG lidera, com 281… Entre os pilotos, Leclerc 6.º e Vettel 13.º. Esta temporada, na 71.ª edição do campeonato criado em 1950, a equipa mais bem-sucedida na história do Mundial (999 grandes prémios, 16 títulos de construtores e 15 de pilotos, 238 vitórias, 228 ‘pole positions’ e 772 pódios), conseguiu apenas dois pódios, ambos com Leclerc (2.º na Aústria e 3.º na Grã-Bretanha).
No Mugello, para celebrar a história da Ferrari na Fórmula 1, Mick Schumacher, piloto da Prema na Fórmula 2, realizará voltas de demonstração ao volante do F2004 com que o pai, Michael, venceu o 7.º título mundial, repetindo a experiência realizada em 2019, por ocasião do Grande Prémio da Alemanha.
O Grande Prémio da Toscânia marca, também, o regresso dos espectadores à Fórmula 1. O circuito inaugurado em 1974 tem 50.000 lugares, mas a organização da prova recebeu luz verde para vender apenas 3000 bilhetes. No mesmo fim de semana, em Misano, no MotoGP, 10.000 fãs admitidos por dia.