Lewis Hamilton não gostou de ouvir que o sucesso alcançado na Fórmula 1 se deve à vantagem que a Mercedes leva sobre as escuderias concorrentes.
«Gostava de ter mais circuitos complicados como o da Turquia. Quantos mais houver, mais vezes poderei mostrar do que sou capaz. Mereço respeito, foi um Grande Prémio muito duro que não depende apenas do carro. Há outro grande piloto que conduz um carro igual ao meu, mas obviamente sem os mesmos resultados», referiu o inglês, em declarações reproduzidas pelo jornal Marca.
E acrescentou: «Ouço comentários interessantes de grandes pilotos. Claro que precisas de uma grande equipa e de um grande carro, ninguém venceu um Mundial de outra forma.»
Sobre a alegada supremacia da Mercedes, Hamilton fez uma viagem ao passado para deixar o exemplo: «Quando corria em karts, tinha um carro em quinta mão com um motor de m*rda. No primeiro campeonato, o miúdo que vencia sempre tinha motores fabricados pelo pai de Jenson Button. Quando esse miúdo subiu de categoria, o meu pai fez uma segunda hipoteca da casa para comprar um desses motores de 2.500 libras. Passei a estar à frente o tempo todo. Claro que é preciso bom material, mas também conta o que fazes com ele.»
Os comentários a relativizar os sucessos de Lewis Hamilton vão muito além da Fórmula 1. Ronnie O'Sullivan, estrela maior do snooker, comentou desta forma o sucesso do compatriota que, com a vitória desde ano, igualou o número de títulos (7) de Michael Schumacher:
- Se tens um carro que, à segunda volta, já corre mais rápido que os outros, em teoria, tudo o que precisa fazer é vencer o colega de equipa (Valtteri Bottas), que parece confortável em jogar na segunda linha. É fantástico ver Hamilton vencer sete títulos mundiais, mas quando o carro dele anda mais rápido que os outros, pode dar-se ao luxo de cometer alguns erros e, ainda assim, vencer. É como conduzir a fumar um cigarro e um dedo no volante.»