No regresso oficial da marca britânica de luxo às operações de coachbuilding (o desenho de carroçarias à medida), o Rolls-Royce Boat Tail eleva a fasquia da exclusividade automóvel. O modelo está baseado no Sweptail de 2017 e inspira-se no estilo dos iates de corrida de um mastro J-Class, com pequenas derivações no design, de acordo com as exigências dos três proprietários, que participaram ativamente na produção das únicas versões disponíveis.
O projeto demorou quatro anos a ficar concluído; 18 meses só para o desenho.
Cada Boat Tail mede 5,8 metros de comprimento, usa uma versão modificada da arquitetura em alumínio do Phantom, de que herda também o V12 6.75 biturbo com 571 cv e 900 Nm. Tudo o resto é produzido à medida, desde a grelha Pantheon com luzes diurnas horizontais em vez tradicionais faróis redondos, à traseira em madeira Caleidolegno ao estilo náutico.

Esta espécie de “deck” tem um sistema hidráulico, com cinco motores, que permite abrir o compartimento bipartido com um simples toque de um botão. Num dos lados estão arrumados um frigorifico, com duas garrafas de champagne vintage Armand de Brignac, copos e talheres gravados; no outro espaço, mesas rotativas e dois bancos da Promemoria. O espaço fica completo com a instalação de um chapéu de sol numa peça dedicada ao centro da estrutura.

Mais alusões ao tema da náutica na cor azul metalizada da carroçaria e nas jantes. No interior, o couro usado para revestir os bancos é a condizer. Tudo o ambiente a bordo é, obviamente, de superluxo, incluindo detalhes como os dois relógios reversíveus da Bovet 1822, que podem ser usados no pulso ou colocados, como objeto decorativo, no centro do tablier. Há também um sistema de som único com 15 altifalantes e um estojo personalizado no porta-luvas com um conjunto de canetas Montblanc. Ao todo, a Coachbuilt, divisão nova de carroçarias da Rolls-Royce, criou 1813 componentes para o Boat Tail.