Quase 20 anos volvidos sobre a sua apresentação, o Ford GT é automóvel cobiçado como poucos na história recente da oval azul.
Para os adeptos de desportivos, é icónico. Existem modelos mais bonitos, mais rápidos e também muito mais valiosos, mas a verdade é que poucos carros aceleram tanto o ritmo cardíaco.
Mantendo o estilo retro do original da década de 60, a linha de tejadilho muito baixa – embora não tanto como a do pioneiro Mk III – e traseira curta, cortada na vertical, as aberturas laterais, e o desenho dos faróis, os dianteiros e os traseiros, e equipado com motor V8 de 5,4 litros, a debitar 558 cv e 678 Nm.
No momento em que a produção do GT chegou ao fim, em 2006, tinham saído das linhas de montagem 4038 unidades, eclipsando a de todos os anteriores modelos. Ainda, apesar do sucesso comercial, a passagem de geração imediata foi rejeitada pela Ford.
Um desses exemplares tornou-se famoso nas mãos do polémico apresentador Jeremy Clarkson, tendo mesmo aparecido num dos episódios de Top Gear, e pode ser seu. O desportivo está à venda no Reino Unido, listado na plataforma online dos especialistas da GT 101.
Amor à primeira vista resultou em divórcio
Jeremy Clarkson testou em primeira mão uma unidade de pré-produção do primeiro Ford GT de 2003, tendo expressado desde logo a intenção de adquirir o desportivo de motor central. Só 27 carros foram destinados ao mercado britânica, mas o apresentador conseguiu ser um dos felizardos, numa lista com mais de dois anos de espera.
Mas os problemas começaram logo imediatamente depois da entrega. Falhas no sistema de alarme, no imobilizador e outros contratempos deram origem a críticas duras por parte de Clarkson, decidido a desfazer-se do modelo pouco tempo depois.
O carro esteve numa coleção privada, tendo acumulado apenas 38.000 km no odómetro.
Está à venda por 269,000 libras, cerca 316 mil euros, com algumas modificações, incluindo um sistema de escape da Accufab.