Quatro anos depois do lançamento da 2.ª geração do Aygo, a Toyota atualiza o citadino. Em Portugal foram vendidas 885 unidades em 2016 e 733 em 2017, as quais representam, respetivamente, 9,8 e 7,6% da quota do segmento A (Inferior).
Nesta importante atualização, a Toyota procurou fazer com que o Aygo parecesse um carro novo. Para isso, a marca japonesa apostou em quatro vetores: renovação do design exterior, melhoria da insonorização e do prazer de condução e redução do custo de utilização do veículo.
No design, evolução na continuidade, pois mantém-se o X icónico, que ganhou efeito tridimensional. Os faróis foram redesenhados, integrando as luzes diurnas, existindo ainda ornamentação abaixo dos faróis (em negro, negro brilhante ou prata) que acentua a assinatura X.
Atrás, há a relevar somente retoques nos farolins e para-choques. No habitáculo, a simplicidade continua a ser a nota dominante, havendo que destacar a nova cor da instrumentação (que recebe também design tridimensional tipo 'turbina') e a introdução de novas cores e revestimentos. Contudo, apesar das mudanças, a qualidade continua a ser pouca, pois não se encontra outra coisa que não sejam plásticos rijos. Por outro lado, a montagem sólida compensa a escolha das matérias-primas, devendo ser garantia de durabilidade em boas condições e sem surgimento prematuro de ruídos parasitas.
Depois, destaque para as duas novas cores da carroçaria, Rich Blue Metallic (exclusiva da versão x-clusiv) e Magenta Splash Metallic, só disponível na versão x-cite que testámos!
A título de curiosidade, uma constatação: em 20 anos de profissão, nunca guiámos automóvel que desse tanto nas vistas! Refira-se, ainda, que a chamativa cor se alastra ao habitáculo, com diversos plásticos brilhantes na mesma cor da carroçaria, compondo um ambiente alegre.
Novidade apresentada como importante foi ainda o aumento da potência do 3 cilindros de 998 cc, que passou de 69 para 72 cv, graças a algumas alterações: novo sistema de dupla injeção de combustível, com taxa de compressão superior, introdução de componentes de baixa fricção, de sistema de recirculação de gases de escape refrigerado (EGR) e de veio de equilíbrio melhorado para reduzir a vibração ao ralenti.
A ligeiríssima subida de potência não se repercute de forma significativa nas prestações, mas nas voltas e reviravoltas na cidade o tricilíndrico parece realmente mais despachado. Uma melhoria que se agradece, pois os motores pastelões já não têm lugar no ambiente citadino.
Já no que toca à condução, que a Toyota pretende mais divertida, pensamos que o Aygo não chega a tanto, sendo contudo bastante ágil, tendo beneficiado da nova afinação da direção, que está mais direta e reativa. Onde se nota evolução é na insonorização (há novos materiais de isolamento e de absorção no tablier, pilares A, portas e vão traseiro) e, ainda que de forma mais ligeira, no conforto, notando-se menor trepidação em mau piso, resultado da revisão de vários elementos da suspensão dianteira e traseira, bem como da força de amortecimento de ambas.