Em finais de 2018, a celebrar o 50.º aniversário da Hilux, a Toyota lançou a edição Premium Edition da pick-up, a versão mais luxuosa. Disponível apenas na variante de cabina dupla, com três ou cinco lugares, a série especial deste modelo cada vez mais importante para o construtor japonês, distingue-se pelo desenho retocado do para-choques dianteiro, do grupo ótico (com luzes LED), da grelha (em negro e moldura cromada), os estribos metalizados e as jantes em liga leve de 18 polegadas. A Hilux resplandece de cromados e de pormenores requintados que conferem ao automóvel uma imagem que inspira muito mais ao lazer do que ao trabalho, a ambivalência característica das pick-up.
A aparência cuidada prolonga-se ao interior do veículo, desde logo nos bancos revestidos a pele (os dianteiros com aquecimento, regulação elétrica e memória no do condutor), e onde o predomínio das cores escuras volta a contrastar com inserções cromadas e o zelo pelos acabamentos, e também aqui a remeter exclusivamente para a vertente turística do automóvel, nada para a laboral.
Ambiente acolhedor – que contudo já não surpreende nas pick-up, outra vez alternativas aos SUV – em que sobressai o ecrã de 7 polegadas do sistema de multimédia Toyota Touch 2 – onde se observa as imagens captadas pela especialmente útil câmara traseira de auxílio a manobras –, e equipamentos de cortesia, como o sistema de ar condicionado automático ou o de acesso ao habitáculo e ignição/stop do motor sem chave.
Também não faltam modernas tecnologias de ajuda à condução, como são o alerta de saída da faixa de rodagem e os sistemas de pré-colisão com deteção de peões, de reconhecimento de sinais de trânsito, entre outras inerentes à origem trialeira do veículo, como a assistência em descidas e em subidas íngremes e os controlos de tração ativo e de estabilidade em reboque.
Recorrendo ao motor 2.4D-4D de 150 cv e 400 Nm introduzido em 2016, a Hilux confirmou elevadas capacidades, dentro e fora de estrada, garantindo boas prestações no asfalto e a transpor todo o tipo de obstáculos em terrenos revoltos. O condutor seleciona (no comando rotativo na consola central) um de três tipos de tração: de duas (H2) ou quatro rodas (H4) motrizes, ou redutoras (L4), recorrendo- se ainda do diferencial com autoblocante no eixo posterior.
A Hilux não é paradigma de conforto, como a maioria das suas semelhantes, devido à sua arquitetura da suspensão traseira e principalmente sem peso na caixa de carga. No entanto, os movimentos saltitantes em maus pisos de gerações idas das pick-up, foram quase debelados.