Abertura elétrica da tampa da mala, de série, é trunfo de funcionalidade Pequeno motor Diesel garante economia de utilização Linha AMG com bancos forrados a Alcantara e pele com costuras a vermelho extensíveis ao volante e zona superior das portas. Que muito ajuda a apurar o já de si elevado sentido qualitativo e ‘avantgarde’ do habitáculo, dominado pela digitalização De série, instrumentação entregue a monitor de 7’’, sendo este de 10’’ parte do completo Pack Premium Os modos de condução do Drive Select são de série, fazendo variar as respostas de direção, caixa e motor. E da suspensão em opção O sistema multimédia pode ser controlado via ‘touchpad’ ou então por monitor sensível ao toque. Existe suporte para apoiar a mão ‘que trabalha’ São muitas as ajudas à condução, caso da travagem autónoma de emergência ou o alerta (com correção) face à saída da faixa de rodagem A versão 180 d, com Diesel 1.5 de 116 cv, por agora, apenas com caixa automática de 7 velocidades Diesel 1.5 com 116 cv e baixos consumos Bancos de formato envolvente com ajuste em extensão da zona das pernas, tal como os tapetes com assinatura AMG, mostram que um MPV da Mercedes pode acolher ‘cenário’ desportivo O formato volumoso facilita o acesso ao interior, onde existem mais 5 cm de espaço para pernas face ao Classe A. Banco rebate em 40/20/40 Mala com 455 litros cumpre sem espantar: são mais 85 litros face ao Classe A. O piso pode ser colocado em duas alturas. Ótimo revestimento

Mercedes-Benz B 180 d

Resistente funcional

TESTE

Por Paulo Sérgio Cardoso 11-08-2019 09:00

A mais recente geração do Classe B da Mercedes tem o condão de saber transportar para o formato mais insuflado e de cariz familiar toda a irreverência e estilo dinâmico do Classe A. Algo que não se fica apenas pelo design, estendendo-se às sensações de condução e, acima de tudo, à sofisticação tecnológica espelhada no habitáculo. Mesmo quando à lide vem a versão de acesso à gama, que conta com a mais recente atualização da mecânica 1.5 Diesel de origem Renault, agora e já com aditivo AdBlue, que ajuda não só a manter os pulmões mais limpos, como a respirar melhor, resultando em potência superior: 116 cv.

A acompanhar o processo de transformação do Classe B, e tal como acontece no Classe A de que deriva, a versão 180 d faz-se acompanhar de caixa automática de dupla embraiagem e sete velocidades como única combinação possível neste início de temporada comercial, solução que muito ajuda a disfarçar a parca potência e a melhor aproveitar o binário máximo, tarefa que se reflete na forma fluida com que o B 180 d se mexe por entre o trânsito citadino e como ganha velocidade em estradas mais abertas (nacionais ou autoestrada). Rapidamente se percebe que este motor prefere rodar em regimes intermédios, algo que as diversas relações (e decisões) da caixa automática resolvem na plenitude. Os modos de condução (Dynamic Select), que ajustam quer a sensibilidade de resposta do motor ao acelerador, quer a atuação da transmissão, conseguem verdadeiramente modular a atitude dinâmica (opcionalmente, o B pode contar com amortecimento variável), o que é de louvar em modelo deste género e nível de potência.

Com performances que não envergonham a origem premium, o B 180 d corresponde com consumos extremamente contidos, atingindo média real a rondar os 5,5 l/100 km; que não passa dos 6 litros em cidade e podem mesmo baixar dos 5 litros em autoestrada e estradas nacionais – note-se a existência de modo velejar da caixa automática no modo de condução Eco.

As novas proporções da carroçaria do Classe B, com todo o habitáculo em posição mais próxima da estrada, contribui para sensações ao volante mais envolventes e próximas às experimentadas no A, com posição de condução mais baixa. Mas este rebaixamento do interior em nada prejudica a acessibilidade, sendo esse um dos fortes argumentos práticos do B (e que o diferencia do conceito SUV), que responde ainda com generoso aumento de espaço para pernas no banco traseiro (5 cm) face ao irmão mais pequeno. A ampla visibilidade, bem como a presença, de série, de sensores de estacionamento e câmara traseira, muito ajudam na interação do B com a cidade.

Também em relação ao A, a bagageira cresce 85 litros, ditando o referido apontamento extra no cunho familiar (não obstante ser ligeiramente mais pequena face à anterior geração B), com os 455 litros a soar suficientes e a poderem ser geridos através da colocação do fundo da mala em duas alturas. Os revestimentos são excelentes.

Por agora, o banco traseiro não oferece alguns dos malabarismos que estamos habituados a ver em pequenos monovolumes, caso da possibilidade de ajuste longitudinal, funcionalidade que estará disponível brevemente. Por agora, conte-se apenas com a possibilidade de rebatimento tripartido e na criação de plataforma de carga plana. Lá atrás, a tampa da bagageira conta com acionamento elétrico e automático de série, ajuda fulcral na redução do esforço (especialmente junto de utilizadores do sexo feminino).

O habitáculo conta com os elementos de sofisticação estreados no A, caso de toda a secção do painel de instrumentos e sistema multimédia dominados por monitores. Que, de série, são de 7’’, sendo necessário recorrer ao opcional Pack Premium (3850 €) para se obter o efeito da unidade testada, que inclui o sistema de navegação e grafismos e apresentações várias na instrumentação. Um deleite, tal como as instruções permitidas ao sistema de reconhecimento de voz MBUX que, com recurso a inteligência artificial, torna a interação fluida e realmente prática, especialmente na seleção de estações de rádio ou definição de destino de navegação, sem distrair o condutor.

Enquanto marca premium, não faltam ao Classe B as possibilidades de personalização, caso da linha AMG presente na unidade testada.

A nova geração de compactos da Mercedes, da qual o Classe B faz parte enquanto extensão do braço familiar do Classe A, aposta numa total revolução das sensações experimentadas a bordo, focadas na digitalização do ambiente e na interação funcional a cargo do sistema MBUX. O novo Classe B soma ainda acrescida faceta dinâmica face ao anterior, cuja atitude em estrada pouco difere da do A, incluindo direção muito direta e reações previsíveis. No B, mais espaço para pessoas e carga, além de ampla visibilidade. Diesel 1.5 poupado e expedito q.b..

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Ficha Técnica

Caracteristicas

MERCEDES B

180 d

Motor
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1461 cc
Alimentação Inj. direta CR, TGV, intercooler
Distribuição 1 a.c.c./8 v
Potência 116 cv/4000 rpm
Binário 260 Nm/1750-2750 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 7 velocidades com dupla embraiagem
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/11 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,419/1,796/1,562 m
Distância entre eixos 2,729m
Mala 445-1530 litros
Depósito de combustível 43 litros
Pneus F 6,5jx16 - 205/60 R16
Pneus T 6,5jx16 - 205/60 R16
Peso 1485 kg
Relação peso/potência 12,8 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 200 km/h
Acel. 0-100 km/h 10,7 s
Consumo médio 3,9 l/100 km
Emissões de CO2 102 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 2 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/30 anos
Intervalos entre revisões 30000 km
Imposto de circulação (IUC) 146,79 €

Medições

MERCEDES

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 10,8/18 s
0-400 / 0-1000 m 17,5/32,2 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,6 s
60-100 km/h (D) 6,2 s
80-120 km/h (D) 8,5 s
Travagem
100-0/50-0km/h 37/9,4 m
Consumos
Consumo médio 5,5 l/100km
Autonomia 781 km

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