Visualmente, o novo Série 2 Active Tourer diferencia-se do modelo original (lançado no outono de 2014, baseado na plataforma UKL de tração às rodas dianteiras introduzida pelo consórcio alemão nesse ano), por apresentar, no rosto, grelha e entrada de ar de maiores dimensões. No facelift de meio de ciclo, o equipamento também foi muito beneficiado, principalmente no campo das assistências eletrónicas à condução, de forma a aproximar os monovolumes compactos dos demais modelos da BMW. Depois, no fundamental, o familiar bávaro manteve intactas todas as características que explicam o êxito da fórmula, como a combinação das dimensões exteriores compactas com a amplitude do habitáculo e do compartimento de carga.
No Active Tourer, com 4,354 m de comprimentos e 2,670 m entre eixos, a bagageira tem 468 a 1510 litros, menos neste 225xe, que devido ao posicionamento da bateria do sistema híbrido plug-in, apresenta volume máximo de 1350 litros, após o rebatimento dos encostos posteriores. Funcionalidade q.b. para resolver as necessidades de transporte de uma jovem família, com a boa noticia de o conseguir sem prejuízo das características tradicionais nos BMW, principalmente ao nível da dinâmica, com qualidades acima da média.
Na versão eletrificada, 3 cilindros 1.5 TwinPower Turbo (136 cv), com motor elétrico (88 cv), caixa automática de 6 velocidade e bateria de iões de lítio com 7,6 kWh de capacidade. Quando se solicita a potência máxima do módulo híbrido, as duas unidades propulsoras juntam esforços (desde que haja carga para alimentar o motor elétrico…) e um rendimento associado de 224 cv e 385 Nm garante força e elasticidade mais do que suficiente para todas as exigências, incluindo as que se traduzem da aceleração 0-100 km/h em tão-somente 6,7 segundos. Nos restantes quilómetros de condução quotidiana, poderá haver partilha de esforços rentre o motor a gasolina, de três cilindros e 1,5 litros, e a unidade elétrica que fará o consumo médio de combustível rondar os 3 litros por 100 km. Ou na versão mais gastadora do módulo, com preponderância máxima do bloco térmico nessa associação, entre 6 e 7 l/100 km.
O elemento de comando do sistema eDrive (híbrido da BMW) encontra-se na consola central e possibilita a ativação de três modos de condução, Auto eDrive, Max eDrive e Save Batery, que se acrescentam a outros tantos do programa Experiência de Condução, dispositivo transversal aos modelos com motor de combustão do construtor bávaro: Sport, Comfort e Eco Pro. É sobre os primeiros (do eDrive) que recai a gestão do módulo híbrido que associa o motor a gasolina de injeção direta e turbo com 136 cv que movimenta o eixo dianteiro e o motor elétrico de 88 cv, em posição posterior, que aciona as rodas traseiras. Depois, cereja no topo do bolo, estão garantidos apenas com motor elétrico cerca de 40 km.
O veículo arranca sempre em modo elétrico, e com a função Auto eDrive ligada, o que significa que a eletrónica encarrega-se de gerir os fluxos energéticos de acionamento dos dois eixos. Se a bateria de iões de lítio (debaixo do banco posterior, elevando-o 30 mm em comparação com as versões não híbridas do Active Tourer) estiver completamente carregada (operação que demora 3:15 horas numa tomada de rede elétrica convencional ou menos uma hora com o opcional quadro elétrico Wallbox da BMW) o veículo pode rodar exclusivamente a eletricidade a velocidades até 80 km.
A vocação ecológica do monovolume otimiza-se em trajetos urbanos, em que maximiza a eletrificação e onde é superior a regeneração da energia cinética das travagens e desacelerações para recarregar a bateria, uma das duas maneiras de o fazer, sendo a outra por ação do motor térmico. Mesmo quando a sua carga é inferior a 7% continua-se a circular em regime ambientalista até 55 km/h e com acelerações muito suaves. Ao invés, desde que abunde a carga na bateria é possível rodar-se elétrico, à vontade, à velocidade máxima permitida em autoestrada (até ligeiramente acima, 125 km/h), bastando selecionar-se a função Max eDrive.
Com condução muito idêntica à de qualquer outro Série 2 Active Tourer, o híbrido de última geração, além da vantagem da tração 4x4, acrescenta e inteligência prática do módulo que associa o motor a gasolina e o elétrico, para servir o melhor de dois mundos. Principalmente a quem não fizer mais do que 50-60 quilómetros por dia, pois aproveitará todas as potencialidades da hibridação, que permite a propulsão exclusivamente elétrica por quase todo esse trajeto.