Nissan Qashqai 1.3 DIG-T

Quantos são?

Apresentação

Por Vítor Mendes da Silva 30-12-2018 09:00

Apesar de a Nissan ter a fórmula do sucesso – que foi a própria a criar, em 2006, e com resultados rapidíssimos –, a marca japonesa não quer descansar à sombra da bananeira a um segmento cada vez mais concorrencial, com oposição numerosa e de qualidade. Contudo, nenhuma dúvida sobre os motivos que fazem desta segunda geração do Nissan Qashqai uma espécie de prolongamento do sucesso exponencial da primeira edição do automóvel que inventou a categoria.

O Qashqai continua a ser o SUV mais vendido no mercado europeu (com números ainda superiores aos que realizou na década passada, quando estava no mercado sem concorrência…) e assenta em combinação vencedora: design consensual, modernizado com especial mestria na passagem de gerações, qualidade de construção acima de suspeitas, dimensões espaço habitável e de carga de tamanho XXL, compromisso equilibrado entre conforto e dinamismo e motorizações adaptadas a todos os gostos e carteiras.

Motor com 140 cv desde 26.900 €

Nesta atualização do best-seller, a novidade maior está na oferta de novos propulsores a gasolina, com a chegada do moderno 1.3 DIG-T, unidade que resulta da sinergia celebrada entre a Aliança Nissan/Renault/Mitsubishi e a Daimler, estando disponível no Qashqai em versões de 140 e 160 cv, por preços que arrancam nos 26.900 euros (a versão mais potente custa mais 1000 euros). Ou seja, o novo motor a gasolina com 140 cv custará mais 600 euros que o anterior 1.2 litros com 115 cv...

Mas, entre os argumentos, melhores prestações, anúncio de consumos e emissões mais contidos, e intervalos de manutenção revistos com a chegada do novo motor, passando de 20.000 km para 30.000 km.

Na construção da nova mecânica de apenas 1,3 litros, soluções de engenharia avançadas, como o revestimento interno dos cilindros com uma ligeira camada de aço para melhoria da eficácia térmica nos mesmos, cabeça dos cilindros com nova configuração ou a adoção de uma nova válvula wastegate de controlo elétrico para maior exatidão na gestão dos gases. Recursos técnicos ao serviço da compatibilidade necessária com as normas de controlo de emissões mais exigentes, mas, também, da agradabilidade da condução, porque à quase total ausência de ruído de funcionamento, somam-se disponibilidade e prontidão acima da média.

Neste primeiro contacto, todas as atenções no motor que substitui o anterior 1.2 e que assume a posição de acesso à gama do best-seller japonês (a declinação mais potente, de 160 cv substitui o 1.6 de 163 cv), que surpreende pela aceleração vigorosa, mas mais ainda pela progressividade com que responde aos movimentos do pedal da direita, com elasticidade de... Diesel!

Os números ajudam perceber as diferenças. Face ao anterior 1.2, este novo 4 cilindros turbo a gasolina de 1,3 litros oferece mais 25 cv e 50 Nm, sendo, surpreendentemente bastante mais suave, com resposta muito encorpada desde baixo regime. No 0 a 100 km/h, 10,5 s, quase 1 segundo mais rápido do que o carro que sai de cena, sendo mais poupado (5,3 l/100 km contra 5,3 l/100 km) e mais amigo do ambiente (121 g/km em vez 129 g/km).

Ler Mais

Conte-nos a sua opinião 0

Apresentação