Novíssimo Nissan Juke

Trabalho de nove anos

Apresentação

Por José Caetano 18:30

A história do Juke é de sucesso. O subcompacto introduzido pela Nissan na Europa em 2010 projetou as vendas dos crossovers e dos Sport Utility Vehicles (SUV) no segmento B, promovendo (muito…) a popularidade de formato que não era mais do que nicho de mercado. O modelo fabricado em Sunderland manteve-se no topo da tabela de vendas até 2014. Depois, com o aumento incrível da concorrência, estatuto perdido (este ano, entre janeiro e junho, 14.º na categoria, com 33.533 exemplares, contra os 120.638 do n.º 1, o Renault Captur).

O lançamento de geração nova impunha-se e a Nissan preparava-o há muito tempo. O desenvolvimento do Juke II arrancou há nove anos, quase sem simultâneo com o início da carreira comercial do modelo original, explicou-nos responsável da marca nipónica. O objetivo imediato é a recuperação das vendas para números próximos dos de 2017… «Cerca de 100.000 exemplares por ano», diz Adrien Chaintreau, membro da equipa de marketing. A qualidade do automóvel sustenta a ambição.

O Juke novo é maior em comprimento do que o modelo antecessor (75 mm), mas mais pequeno do que o Captur II (18 mm), automóvel com que partilha a plataforma CMF-B da Aliança Renault Nissan. A mudança de arquitetura explica, igualmente, aumento de 105 mm na distância entre eixos. O crescimento das dimensões permitiu a correção de fragilidades apontadas ao carro de 2010, nomeadamente a habitabilidade limitada nos bancos traseiros e a capacidade modesta do compartimento de carga. Os técnicos com que falámos durante a apresentação (estática) da 2.ª geração reivindicaram progressos nos dois domínios: «nos lugares posteriores, o espaço para pernas aumentou 58 mm e, na mala, há mais 20% de volume, com 422 litros».

Visualmente, o Juke II distingue-se do I, mas mantém elementos de desenho icónicos… Assim, reconhecimento mais fácil, manutenção de imagem diferenciadora na paisagem automóvel – vide os faróis redondos de grandes dimensões (LED), posicionados abaixo das luzes diurnas em formato de boomerang. Comparando os carros de 2010 e 2019, o novo também tem linha de cintura mais agressiva e tejadilho flutuante, elementos que contribuem para a silhueta do tipo coupé. Tudo combinado, imagem mais desportiva e moderna, impressão de agilidade, dinamismo e robustez.

O interior do Juke também muda – e muito significativamente! A Nissan acabou com a consola central inspirada no depósito de combustível de moto e também abandonou o equipamento de mergulho na origem do desenho dos apoios de braços nas portas. No desenvolvimento da 2.ª geração, após escutarem e analisarem as opiniões de milhares de proprietários do automóvel original, trabalhou-se muito na promoção da qualidade percebida. E recorrendo a materiais melhores e otimizando os acabamentos, cumpriu-se a missão! Nas versões de topo, mais equipadas, na apresentação do interior, o Juke aproxima-se dos concorrentes com posicionamento premium…

O caderno de encargos também exigia progressos na posição de condução (dimensões dos pilares dianteiros da carroçaria penalizavam a visibilidade), nos acessos aos lugares posteriores e no desempenho dinâmico do automóvel. Também nestes pontos, missão cumprida! O desenho novo e a plataforma CMF-B tornaram-no possível… O Juke II não é maior em altura do que o antecessor, mas tem bancos mais baixos, que melhoram os acessos ao interior. Paralelamente, o crescimento da distância entre eixos não permite apenas aumento das quotas de habitabilidade: também melhora o comportamento e o conforto de rolamento do automóvel.

Os níveis de equipamento são os mesmos dos demais Nissan. No Juke II, privilegiaram-se a conetividade e os apoios eletrónicos à condução. O sistema multimédia inclui ecrã de 8’’, a cores e tátil, no centro do painel de bordo – opcionalmente, som da Bose com altifalantes integrados nos apoios de cabeça dianteiros… – e é compatível com Android Auto e Apple CarPlay. A tecnologia ProPilot associa as ações do controlo de velocidade ativo e do corretor de trajetória que mantém o carro no centro na faixa de rodagem. A marca não introduz novidades no segmento B, mas contribui para a democratização de tecnologias que conhecíamos apenas de topos de gama.

No lançamento do Juke, apenas um motor a gasolina. O 3 cilindros tem 1 litro e associa a injeção direta à sobrealimentação turbo. Rende 117 cv e 180 Nm (200 em overboost) e é assistido por caixa manual de 6 velocidades (opcionalmente, caixa automática de 7 velocidades, de embraiagem dupla. Para o subcompacto com tração dianteira, a marca reivindica velocidade máxima de 180 km/h e arranque 0-100 km/h em 10,4 s. Os dados dos consumos e das emissões de escape conhecer-se-ão somente no próximo mês, por ocasião da apresentação dinâmica.

Não existem informações sobre mais mecânicas. Não há plano para Diesel – tecnologia cada vez menos popular –, mas plataforma CMF-B admite a eletrificação. Antecipando-se versão híbrida do Captur II, talvez a Nissan siga o exemplo da Renault…

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Ficha Técnica

Caracteristicas

NISSAN JUKE

1.0 Turbo

Motor
Arquitetura 3 cilindros em linha
Capacidade 999 cc
Alimentação Inj. direta, turbo, intercooler
Distribuição 2 a.c.c./12 v
Potência 117 cv/5250 rpm
Binário 200 Nm/1750 rpm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Manual de 6 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Tambores
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/-
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,210/1,800/1,595 m
Distância entre eixos 2,636m
Mala 422 litros
Depósito de combustível -
Pneus F 7jx16-215/65 R16
Pneus T 7jx16-215/65 R16
Peso -
Relação peso/potência -
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 180 km/h
Acel. 0-100 km/h 10,4 s
Consumo médio l/100 km
Emissões de CO2 130 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica -
Pintura/Corrosão -
Intervalos entre revisões -
Imposto de circulação (IUC) -

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Apresentação