Para Ott Tänak, no arranque da edição-2018 do Rali de Portugal, tempestade depois da bonança. O estónio, estimulado pela vitória na Argentina, na 5.ª prova do Mundial (1.ª das quatro provas consecutivas em pisos de terra), apresentou-se no nosso País com o objetivo de conseguir o 2.º triunfo da temporada e o 4.º da carreira. E, ontem, provou-o, com o tempo mais rápido na superespecial de Lousada, com 3,36 km em 2.34,3 m, à frente dos Ford Fiesta WRC de Suninen e Ogier, ambos o 0,4 s.
Hoje, na 1.ª especial ‘a sério’, Viana do Castelo 1, com 26,73 km, o piloto de 30 anos da Toyota Gazoo Racing WRT não evitou toque em pedra ao km 6,7 km, que danificou, de forma irreparável, o sistema de refrigeração do óleo do motor, obrigando-o a parar ao km 7, na berma do percurso… Kaj Lindström, diretor desportiva da equipa liderada por Tommi Makkinën confirmou o problema: «Os mecânicos estão a preparar a reparação, de forma a que o Ott regressa à competição amanhã, de acordo com o regulamento do Rally 2».
O abandono na 1.ª seção retirou Tänak da corrida à vitória do Rali do Portugal… Agora, o estónio pode apenas diminuir os estragos, competindo por lugar entre os cinco mais rápidos na Power Stage de domingo, que ganham pontos, de forma a não atrasar-se no Mundial. Antes do nosso País, Ogier liderava com 100 pontos, mais 10 do que Neuville e 28 do que o estónio da Toyota.
Cumpridas duas especiais esta manhã, Viana do Castelo 1 e Caminha 1, Kris Meeke, em Citroën C3 WRC lidera o rali, com Hayden Paddon (Hyundai i20 Coupé WRC) a 1,6 s e o companheiro de equipa Dani Sordo a 3,6 s. O pentacampeão do Mundo e comandante do campeonato, Sébastien Ogier, encontra-se na 6.ª posição, com mais 9,1 s.