A equipa médica que operou Carlos Vieira na madrugada de hoje, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, intervenção que incluiu, entre outras ações, a colocação de prótese na artéria aorta, mantém o prognóstico reservado sobre o estado do piloto da Hyundai, vítima de acidente violentíssimo (despiste e colisão com árvore) durante a 1.ª especial do Rali Vidreiro-Centro de Portugal, 5.ª etapa do Nacional, 1.ª em asfalto.
O campeão nacional de 2017 encontra-se estabilizado, mas a situação é critica, com as 48 horas após a intervenção cirúrgica determinantes para a recuperação. Carlos Vieira, aparentemente, não está mais em risco de vida, mas o acidente provocou-lhe fraturas, hemorragias internas, traumatismos e perda de muito sangue, com sequelas difíceis de antecipar, de momento, antecipando-se, todavia, a reversibilidade das lesões, segundo fonte da equipa em contacto permanente com a equipa médica.
Carlos Vieira trocou o Citroën DS3 com que venceu o Campeonato de Portugal de Ralis de 2017 pelo Hyundai i20 R5 do Team Portugal criado em 2018, mas continuando com assistência da Sports & You (Araújo tem apoio da equipa espanhola RCM Motorsport)… O piloto de Braga estreou-se nos ralis apenas em 2015, conseguindo a 1.ª vitória só em abril do ano passado, em Espinho, depois de percurso na velocidade, com títulos tanto no Campeonato de Portugal de Circuitos, como no Iberian Supercars Trohpy.
Antes do Vidreiro, Carlos Vieira, de 34 anos, encontrava-se em 4.º no Nacional, com 42 pontos, ‘contra’ 65,29 de Araújo, 54,35 de Ricardo Moura e 53,6 de Miguel Barbosa. Já o navegador Jorge Carvalho, também transferido do Hospital de Santo André, de Leiria, para Coimbra, foi observado na unidade de medicina interna, mas recebeu alta, depois da não deteção quaisquer problemas nos exames.
Desportivamente, quando falta apenas a PEC 10 (Pinhal do Rei 3, com 12,98 km) para o final do Rali Vidreiro, Armindo Araújo lidera, com menos 31 s do que Ricardo Teodósio, num Skoda Fabia R5. Para o piloto da Hyundai, não acontecendo surpresas, tratar-se-á da 3.ª vitória consecutiva no CPR, no ano de regresso à ação, após cinco épocas fora da competição.