A Ferrari pretende vender as 499 unidades das novas barchettas Monza SP1 e SP2 com um preço unitário de 1,6 milhão de euros (em Itália, com IVA a 22%). Fazendo as contas, segundo o diretor de vendas do construtor de Maranello, a comercialização dos desportivos proporcionará uma receita bruta de 755 milhões de euros. A percentagem do retalhista teria que ser subtraída a este montante, disse Enrico Galliera, sem revelar o valor em causa.
Os dois modelos desta série especial, apresentando em estreia mundial a 18 de setembro, em Maranello, Itália, exibem-se no Salão de Paris, até ao próximo dia 14 de outubro, ao lado do 488 Pista Spider, que faz sua primeira aparição na Europa depois da apresentação em Pebble Beach, Califórnia, em agosto.
O preço do Monza SP inclui vestuário de competição (piloto) da marca Loro Piana e acessórios Berluti. A escolha entre o monolugar SP1 ou do SP2, de dois lugares, “dependerá das preferências de cada cliente”, disse Galliera, acrescentando que a previsão da Ferrari é que as vendas sejam “praticamente equitativas”.
O Monza foi desenvolvido “sem compromisso” da Ferrari com o processo de homologação para circular em estradas públicas, disse Galliera. “Poderá suceder que os automóveis obtenham homologação na Europa, mas não nos Estados Unidos ou na Ásia, o que faria com que apenas pudessem ser conduzidos em circuitos fechados e pistas de corrida”, explicou aquele responsável do fabricante italiano.
Os carros não têm para-brisas, o que não impede a sua homologação na Europa. "Aconselhamos [os condutores] a usarem capacete ou moderar a velocidade", reforçou.
O Monza SP1 e o SP2 serão produzidos numa linha de montagem dedicada, que será instalada na fábrica de Maranello, revelou Galliera. A linha permanecerá ativa para futuros modelos da recém-anunciada gama de automóveis especiais Icona.