Miguel Oliveira fez um balanço das semanas de testes na KTM Tech 3 a pensar no Mundial de MotoGP, que vai começar a 10 de março no Catar.
O piloto português está satisfeito com a performance pessoal e da sua máquina, mas sabe que não vai poder andar na frente, como na temporada anterior de Moto2. Não obstante, já traçou objetivo ambicioso: «Têm sido semanas de adaptação, evolução natural e notória. Os testes correram bem e esta semana parto para o Catar [novo período de testes] de olhos postos no desenvolvimento da moto, com muita vontade que comece o campeonato. Nos últimos testes acabei a três décimos dos dois pilotos principais da KTM [Johann Zarco e Pol Espargaró] e isso quer dizer que consigo andar de moto como eles. Não é má indicação... A minha meta é acabar o mais próximo possível dos dois pilotos principais e devo pensar em terminar nos pontos na primeira corrida, mas vai ser muito suado.»
Sem se deter, explica que teve de se mentalizar para o que aí vem. «Surpreendentemente, tenho estado muito calmo. Há, logicamente, muita ânsia, no bom sentido, de começar o campeonato, mas ao contrário do ano passado não tenho de entrar a pensar que tenho já de ganhar ou fazer um pódio porque sei que não tenho de lutar para ser campeão. É importante adaptar a nossa expectativa à realidade. Venho de vitórias na categoria de Moto2 e passar do topo para o meio da tabela custa. É preciso adaptar a nossa expectativa e fazer gestão de objetivos», observou, antes de deixar mensagem aos fãs portugueses:
«Que tenham calma. Sou o primeiro a dizer que vai ser um ano em que não vai provavelmente haver pódios ou vitórias. Teremos de começar passo a passo, terminar uma corrida, pontuar. Estou a levar as coisas com calma e as pessoas têm de pensar da mesma forma.»