A Audi anuncia uma nova estratégia de produto em maio, com que pretende recuperar do atraso para os seus principais concorrentes BMW e Mercedes-Benz.
No ano passado, o lucro sobre as vendas da Audi caiu de 7,8% para 6%, já que a marca Ingolstadt aumentou as despesas com veículos elétricos e enfrentou problemas de produção devido ao novo ciclo de testes de emissões da WLTP. Além disso, as entregas, ao nível global, caíram para 1,81 milhões de viaturas (menos 3,5% em relação a 2017), enquanto as vendas europeias caíram 14%.
A Autonews Europe informa que 2019 será um “ano de transição” para a Audi, já que a marca premium do Grupo VW antecipa dificuldades financeiras ainda decorrentes da “transição para o WLTP, custos elevados de ‘ramp up’, despesas avultadas, já antecipadas, na mobilidade elétrica e o ambiente macroeconómico cada vez mais difícil”.
"Vamos trabalhar bastante nas nossas estruturas de custos", disse o diretor financeiro da Audi, Alexander Seitz. "Mas operacionalmente vamos enfrentar um ano de limpeza", referiu.
O primeiro passo para um “futuro melhor” ocorrerá no dia 23 de maio, quando a Audi apresentará um novo plano estratégico, em que procurará melhorar a capacidade de produção, incluindo a sinergia de plataformas e arquiteturas de veículos. Outra solução é construir mais carros de luxo, para o que, até 2025, pretende ter um total de 15 modelos nos segmentos médio e superior.
Haverá também cinco modelos totalmente elétricos e sete híbridos plug-in nos próximos 24 meses, estendendo a gama para 30 veículos eletrizados no total até o ano 2025. No final, um investimento de 14 mil milhões de euros será revertido para o desenvolvimento da condução autónoma, de automóveis elétricos e de serviços digitais até o final de 2023.
De acordo com a Bloomberg, a Audi também prevê uma “cooperação mais profunda” com as marcas do seu consórcio, VW e Porsche, num futuro próximo e planeia concentrar-se mais no seu maior mercado, a China.