Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Transmissão automática de 6 velocidades que equipa o Suzuki Vitara tem patilhas no volante para comando manual-sequencial, de série Botão rotativo na consola para controlo do sistema AWD, que inclui modo específico para bloqueio do diferencial central (Lock) Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Montagem correta, mesmo que existam materiais de qualidade inferior, nos painéis laterais das portas e na consola central Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki com quatro rodas motrizes e caixa automática Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto Compactos, modernos e (muito!) bem ‘recheados’ Esteticamente podem até não ser aquela lufada de ar fresco que se pede numa categoria com mais de uma vintena de concorrentes e em que parece já se ter inventado tudo... Mas VW T-Roc e Suzuki Vitara têm outros argumentos VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG Evoluído e muito prático sistema Active Info Display, de instrumentação totalmente digital como equipamento de série nesta versão Sport Painel de bordo moderno e com ótima ergonomia. Qualidade de alguns materiais não impressiona, mas construção é sólida VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG Ótima caixa automática DSG de 7 velocidades pode ser comandada por patilhas no volante multifunções, em opção por 321 € VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG cNo T-Roc, sistema 4Motion só nos motores de 2 litros VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG

Suzuki Vitara 1.4T 4x4 Auto vs VW T-Roc 1.5 TSI Sport DSG

Olhem que dois!

CONFRONTO

Por Vítor Mendes da Silva 17-07-2019 09:00

Fotos: Gonçalo Martins

O VW T-Roc não é automóvel inovador ou revolucionário, mas ao SUV fabricado na unidade portuguesa de Palmela não faltam personalidade ou dose certa de irreverência. O modelo alemão replica a fórmula de que o Audi Q2 foi pioneiro no consórcio e com que partilha a plataforma técnica, motorizações e panóplia de tecnologias de segurança e conectividade, com isso garantindo um nível de popularidade que o primo da marca dos anéis jamais terá. Tem tudo para se impor, e ei-lo no top!

A começar pela silhueta mais desejada da atualidade, com elementos relevantes, como são a altura da carroçaria ao solo, as dimensões generosas dos guarda-lamas as barras no tejadilho. Não será o mais desembaraçado parceiro de aventuras por mais exigentes terrenos não asfaltados. Também não é essa a ideia. Esse é território para especialistas, como é o reputadíssimo Vitara. Especialista é especialista! E se a ideia é ter automóvel da moda, para utilização familiar e polivalente, este Vitara equipado com sistema de tração integral é a opção certa.

No fundo, o T-Roc é uma espécie de Golf a que juntaram fermento para crescer como proposta familiar ainda mais completa. O que têm em comum alemão e japonês, além do importante estatuto de automóveis da moda? Tudo o resto: dinâmicas competentes, com versatilidade em alta e interiores desafogados, além de prestações convincentes, consumos equilibrados, versões de topo com lista recheadíssima de equipamentos e preços a rondar os 30.000 €.

No interior do VW, ergonomia corretíssima, bancos confortáveis e comandos que reconhecemos do Golf. Cabem cinco adultos sem grandes apertos, com bancos traseiros em posição sobre-elevada, o que cria um agradável efeito de anfiteatro, além de deixar o volumoso túnel de transmissão (criado em molde único para versões 4x4) mais distante de causar transtorno, sendo mesmo um dos automóveis mais amplos desta categoria de modelos. Ao lado do Vitara, o T-Roc parece pequeno; ilusão de ótica. Ao jugo da fita-métrica, o SUV compacto alemão superioriza-se em todas as medições do habitáculo: à frente oferece mais 4 cm em comprimento e mais 3 cm em largura; atrás, mede mais 5 cm em largura à altura dos ombros (137 cm contra 132 no carro japonês) e mais 2 cm em altura.

A mala, simplesmente uma das maiores da sua classe, com 445 litros na configuração de cinco lugares, vantagem de 70 litros para o rival de ocasião! Na atualização da 4.ª geração do Vitara, a Suzuki não mexeu estruturalmente, o que significa que continuam a faltar-lhe centímetros para ombrear com propostas mais matulonas na classe. Boa notícia: mantendo as mesmas medidas exteriores, o crossover da Suzuki também paga classe 1 nas portagens. A versão aqui em exame tem o mais recheado portefólio do modelo novo (também a mais cara...), com sistema de tração integral AllGrip, caixa automática de 6 velocidades e nível de equipamento GLX, que já integra de série elementos como a navegação, arranque sem chave ou o cruise control adaptativo. O Vitara IV também mostra boa qualidade no interior, com construção rigorosa. O Suzuki apenas perde terreno na apresentação, fiel à imagem exterior de estilo sólido que sempre caracterizou o modelo japonês, também no interior não prima pela originalidade. Em tudo o resto, a abordagem é simplista e funcional, com painel de ergonomia correta que integra o condutor no posto de condução. Só a posição ao volante podia ser mais encaixada e envolvente.

Subindo uns degraus na escala de motorizações a gasolina, está este moderníssimo 1.5 TSI com 150 cv. É a versão mais potente do evoluído bloco do Grupo VW, que trabalha sobre o ciclo Miller (tempo de expansão mais prolongado face ao de compressão), pressão de injeção na ordem dos 350 bar (contra os 250 bar do 1.0 TSI). Neste motor, a ideia é oferecer o melhor de dois mundos, doseando-se o acelerador, usufrui-se dos proveitos da tecnologia ACT, que permite a desativação de dois dos quatro cilindros do motor, para consumos aproximados aos de um milinho a gasolina moderno. Ao contrário, puxando-se por mecânica que mostra disponibilidade interessante logo a partir das 1500 rpm descobrem-se as prestações convincentes de motor de 150 cv, com ótima caixa DSG a ajudar ao bom desempenho da mecânica, quer na precisão do engrenamento como na suavidade com que opera.

O 1.4 sobrealimentado que equipa o Vitara, menos potente e exuberante nas prestações, mesmo mostrando disponibilidade assinalável em aceleração e recuperação, com binário máximo disponível desde as 1500 rpm, mas sem mostrar explosividade na resposta, surge associado a caixa automática de 6 velocidades, que convence com suavidade e precisão elogiáveis, só mostrando funcionamento mais titubeante nas manobras a muito baixa velocidade. Também nessas, a DSG mais competente e agradável.

Na dinâmica, mesmo se o SUV da VW procura claramente o mais interessante compromisso eficácia/conforto, sem reações mais firmes na passagem por mau piso, e com nota também muito positiva para o tato da direção e para a forma como esta comunica com o condutor, face ao desempenho em curva do Vitara, este T-Roc é praticamente desportivo! E por falar de aptidões que uns têm outros não… Quando saímos do asfalto, o Vitara vale-se de recurso ótimo, denominado AllGrip, muito funcional e versátil, permitindo gestão autónoma da tração pelos dois eixos ou função Lock, com bloqueio do diferencial central. Depois, o Suzuki, fiel às origens, tem claramente afinações que o aproximam mais de jipe do que de berlina de pernas altas. No Suzuki, em estrada asfaltada, as ligações ao solo favorecem o conforto, em contraponto com o desempenho dinâmico mais morno, percetível no excessivo adornar da carroçaria. O Vitara pede utilização mista, sendo o automóvel que mais desembaraço mostra sempre que queremos colocar um pezinho em estradões de terra, habitat em que o T-ROC Sport simplesmente não se dá...

O Suzuki Vitara provém de escola reputadíssimo na arte de bem fazer pequenos jipes de cidade, por isso, ao estatuto de automóvel da moda, não surpreende que consiga acrescentar reais capacidades para o TT. O japonês tem na polivalência trunfo enorme, sobretudo para uma percentagem (mínima!) de condutores que realmente sujam os seus SUV na lama ou num trilhos desafiante no monte. Para a esmagadora maioria, o VW T-Roc, seguindo fórmula mais cosmopolita de apresentação moderna e irrepreensível, com ótimo compromisso dinâmica/ conforto, mais motor e mais espaço no habitáculo para pessoas e bagagens, faz sentido.

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