O Grande Prémio de Fórmula 1 da China, marcado para 19 de abril, corre sérios riscos de vir a ser cancelado. Depois de ontem ter sido anunciado o adiamento do Prix de Sanya, prova do campeonato de Fórmula E, os olhos viram-se agora para a modalidade rainha do automobilismo.
Sergio Brusin, especialista do Centro Europeu de Prevenção de Doenças, acredita que até ao momento da prova não haverá forma de conter a epidemia de coronavírus que continua a crescer e a matar na China - ontem o número ia já em 308 vítimas mortais. «A corrida é daqui a dois meses e meio, mas o vírus não estará contido até lá. Isto é um problema que será resolvido apenas a longo prazo. Não vai desaparecer rapidamente. Há um aumento de casos na China e noutros países e a transmissão entre humanos fora de Wuhan indica que vai espalhar-se ainda mais. Se eu tivesse um bilhete no bolso para esse Grande Prémio não estaria muito otimista», disse.
A Federação Internacional do Desporto Automóvel informou ontem que continua «a acompanhar de perto a evolução da situação», isto enquanto um porta voz da Liberty Media, promotora da competição, fez saber que está também a monitorizar o problema: «Após os desenvolvimentos, estreitámos a vigilância com a FIA e com o promotor na China.»