No desporto automóvel, na ‘ressaca’ da pandemia da COVID-19, que continua ativa em todo o Mundo, ‘acelera-se’ para o regresso à competição. Na Fórmula E, solução muito engenhosa para concluir a Época 6 (2019-20) que não compromete o início da 7 (2020-21), a primeiro com estatuto de Campeonato do Mundo da Federação Internacional do Automóvel (FIA): em agosto, seis ePrix em nove dias, todas em Berlim, na Alemanha, na pista de Tempelhof, infraestrutura aeroportuária desativada em 2008.
A iniciativa da Fórmula E e da FIA conta com o apoio das autoridades sanitárias alemãs e recebeu luz verde das 12 equipas inscritas no campeonato liderado por António Félix da Costa, depois de realizadas apenas cinco das 14 etapas planeadas para a Época 5. A época completar-se-á com 11 ePrix, depois dos seis em Berlim, que serão realizados em três jornadas duplas, a 5 e 6, 8 e 9 e 12 e 13 de agosto.
Para promoção da competição e da incerteza sobre os resultados, a Fórmula E prepara três configurações para Tempelhof. Na que conhecemos, o circuito desenhado na área de acesso ao terminal de passageiros do antigo aeroporto tem 2,375 km e 10 curvas. O piso é em cimento, superfície que cria dificuldades adicionais a máquinas e pilotos. Em Berlim, neste circuito, desde o arranque do campeonato de monolugares elétricos, em 2014-15, realizaram-se cinco ePrix – Jérôme d’Ambrosio venceu a edição de 2015, Felix Rosenqvist e Sébastien Buemi ganharam em 2017, Daniel Abt superiorizou-se em 2018 e Lucas di Grassi triunfou em 2019.
Félix da Costa esteve em todas as edições do ePrix de Berlim… Como melhor resultado, 4.º na corrida do ano passado, ao volante de um BMW i Andretti Motorsport. Este ano, o português compete aos comandos do E-TENSE FE 20 #13 da DS Techeetah, a campeã em título e líder da tabela de equipas do campeonato 2019-20.
“Finalmente! É bom ver a luz ao fundo do túnel. Vão ser nove dias muito importantes, com meia época concentrada em tão pouco tempo. A importante estar-se muitíssimo bem preparado física e mentalmente. A equipa é uma das melhores e apresentar-se-á ao nível de sempre. Estou superconfiante e mal posso esperar por agosto”, disse-nos o piloto português, que lidera a classificação com 67 pontos, mais 11 do que Mitch Evans (Jaguar) e 21 do que Alexander Sims (BMW). Jean-Éric Vergne, o parceiro de equipa de Félix da Costa e o primeiro bicampeão da categoria, é apenas 8.º, com 31 pontos.